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I SÉRIE — NÚMERO 108

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O Sr. Jorge Galveias (CH): — … caso contrário não há qualquer dialética parlamentar, apenas monólogos

ou diálogos previamente concertados nos corredores do politicamente correto.

Sr. Presidente, Srs. Deputados, a pergunta que faço a cada um de vós é simples: passado um ano da nossa

tomada de posse como Deputados da Nação, a vida dos portugueses melhorou?

Portugal vive uma das maiores crises da sua história milenar. O tempo que somos chamados a viver é o

presente e as soluções não podem ser adiadas, ou a fatura das nossas más decisões será paga pelas gerações

futuras.

A crise que vivemos, mais do que uma crise económica e social, é uma crise de valores e de homens de

caráter. Quando um Estado promove a corrupção, a subsidiodependência, a destruição da sua história e da sua

cultura, o ataque à propriedade privada, o ataque à família e a morte como cultura, significa isso que esse povo

está prestes a viver num regime marxista, ao estilo da Venezuela.

Srs. Deputados: Portugal tem hoje 4,5 milhões de pobres; nos últimos tempos, mais de 750 000 jovens

fugiram da miséria para procurarem melhores condições de vida fora de Portugal; a taxa de desemprego é de

7,1 %, um novo máximo desde 2020; temos uma taxa de natalidade das mais baixas da Europa; temos uma

taxa de inflação de 8,6 %; temos o colapso total da saúde, com urgências a fechar.

Aliás, este caos na saúde foi o responsável por mais 6135 mortes no último ano. E o que fez esta Assembleia?

Chumbou uma comissão parlamentar independente, proposta pelo Chega, para avaliar o aumento da

mortalidade em Portugal.

Temos, por parte deste Governo, o maior ataque contra a classe média e contra as famílias, ao impor a maior

carga fiscal de sempre, e temos a maior dívida pública de sempre, com mais de 272 mil milhões de euros.

O aumento da carga fiscal, com o respetivo aumento da receita cobrada aos portugueses, levou a que este

Governo arrecadasse mais 3,4 milhões de euros do que estava orçamentado. Mas, desses 3,4 milhões, o

Governo apenas disponibilizou 2,5 milhões de euros para os apoios recentemente apresentados.

Srs. Deputados, a isto chama-se roubo! Cada vez mais, os portugueses clamam por um novo Zé do Telhado,

que tire a Costa e a Medina para distribuir por quem trabalha.

Sr. Presidente, Srs. Deputados, a minha idade e o meu percurso de vida permitem-me ter uma visão

desapaixonada da realidade e, por isso, posso dizer, em liberdade, que a minha geração e as que se seguiram

falharam. Os partidos do sistema falharam. Vocês falharam!

Aplausos do CH.

Em 2015, depois do resgate da troica, António Costa desrespeitou a vontade do povo português: em vez de

dar a mão à direita democrática, fez o que Mário Soares não fez em 1975.

Em junho de 1975, no famoso Comício da Fonte Luminosa, Soares disse «sim» à democracia, juntando-se

a Francisco Sá Carneiro, contra o comunismo de Vasco Gonçalves. Já António Costa, em 2015, fez o oposto e

deu a mão à esquerda radical e antidemocrática, ou seja, ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda.

O Sr. André Ventura (CH): — Ora aí está!

O Sr. Pedro dos Santos Frazão (CH): — Muito bem!

O Sr. Jorge Galveias (CH): — Esta aliança deu início ao maior ataque contra a liberdade e contra a

propriedade privada realizado em Portugal, desde os tempos do PREC (Processo Revolucionário em Curso).

Aplausos do CH.

Olho para esta Assembleia e vejo que o partido que ocupa a maioria dos lugares desta Câmara não

representa a maioria do povo português — 77 % dos portugueses não votaram PS! Esta maioria absoluta não

passa, nas ruas, de uma minoria totalitária, ruas em que, como nos tempos do PREC, todos os dias vemos

manifestações e greves.

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