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I SÉRIE — NÚMERO 111

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Temos abordado este tema de forma muito clara. A Sr.ª Ministra da Coesão Territorial disse, ainda há dias

— devem ter tido oportunidade de acompanhar —, que o País seria sempre solidário com o Alentejo e que

arranjaria, nos vários enquadramentos…

Protestos da Deputada do PSD Sónia Ramos.

Sr.ª Deputada, neste momento sou eu que estou a falar.

Risos de Deputados do CH e da IL.

A Sr.ª Ministra disse que arranjaria soluções solidárias, porque o Alentejo precisa de continuar a ter níveis

de financiamento que assegurem o seu desenvolvimento.

Mas, mais do que isso, Sr.ª Deputada, ainda bem que este Governo inaugurou, a partir de 2015, uma nova

visão para a coesão territorial,…

A Sr.ª Sónia Ramos (PSD): — Não se notou nada!

O Sr. Eduardo Alves (PS): — … porque a visão que tínhamos antes de 2015 era aquela em que o PSD e

o CDS, no Governo de então, consideravam que os nossos tribunais, a nossa ferrovia e os nossos serviços

públicos eram mesmo direitos a mais.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção em nome do Grupo Parlamentar do Chega, tem a palavra a

Sr.ª Deputada Rita Matias.

A Sr.ª Rita Matias (CH): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: Permitam-me trazer a este debate um

testemunho que, na verdade, é uma carta aberta de uma jovem de 30 anos, natural do interior de Trás-os-

Montes, terra que a viu nascer e crescer até aos 18 anos, altura em que, segundo as suas palavras, «fiz malas

e segui rumo à capital de distrito para me formar em Engenharia. Terminado este percurso, trazia a ilusão de

uma recém-licenciada: de conseguir o meu primeiro emprego, a minha independência. Por mais locais de

publicação de empregos que visse na minha área de formação, nada aparecia exceto nas grandes cidades».

Esta jovem continua e diz que tentou ser empreendedora, criar o seu próprio emprego, mas sentiu

inúmeras dificuldades em formar o seu negócio próprio, sobretudo por se situar no interior e querer valorizar a

terra que a viu nascer.

Volto às suas palavras, quando diz: «Quantas e quantas vezes a viagem entre Lisboa e Vila Real foi

realizada no mesmo dia. Cansaço, desgaste, tempo, dinheiro? Apostar no interior compensava isso. Das

entidades oficiais nem um único apoio. Em 2018, 28 anos depois, desisti do interior.»

A sua carta continua, e no final podemos ler: «Será que fui eu que desisti do interior ou foi o interior que

desistiu de mim?»

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Bem lembrado!

A Sr.ª Rita Matias (CH): — A resposta que eu daria hoje a esta jovem é que, na verdade, não foi o interior

que desistiu dela nem foi ela que desistiu do interior. Foi o Governo socialista e foram também os Governos

sociais-democratas anteriores que há muito tempo condenaram as novas gerações a terem de abandonar o

interior se queriam procurar soluções de vida condignas.

Aplausos do CH.

Por isto, entre os PowerPoint do PS e os da Iniciativa Liberal, venha o diabo e escolha.

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