O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

8 DE ABRIL DE 2023

19

O Sr. João Azevedo (PS): — Quero dar-vos nota de que a preocupação com os territórios não é só tratada

dentro deste Plenário, mas é tratada junto das pessoas. O facto de termos resolvido problemas em territórios

de baixa densidade significa que evitámos a catástrofe que teria sido a saída definitiva de muitas pessoas que

hoje podem voltar para esses territórios.

Esta deslocalização já está a ser feita, de forma continuada, e os investimentos que estão a ser feitos no

território dependem muito da perceção do Governo relativamente a esses mesmos territórios, mas também da

do poder local.

Em relação à pergunta sobre se acompanhamos estas iniciativas, quero dar nota também de que

acompanhamos a vossa preocupação, mas acompanhámos desde sempre, não começámos agora.

Quanto à questão colocada pela Sr.ª Deputada Fátima Ramos, Sr.ª Deputada, esse discurso de tristeza,

esse discurso de um país que está completamente desequilibrado, …

O Sr. Pedro Pinto (CH): — E está!

O Sr. João Azevedo (PS): — … o que faz com que esse território de baixa densidade não tenha futuro, é

um discurso perigoso. Porquê? Porque transforma-o em território cada vez menos competitivo.

Ora, quando fazemos uma intervenção, temos a obrigação de analisar claramente os dados objetivos,

transformando esses dados objetivos em oportunidades. Sempre o fiz dessa maneira, tal como sempre o

fizemos naquele território. E não tenho dúvidas quando lhe digo, com todo respeito, que houve Governos que

decidiram fechar instituições no território —tribunais, estações de CTT (Correios e Telecomunicações de

Portugal), serviços públicos — e a Sr.ª Deputada sabe quem foi o Governo que fechou estes serviços.

Aplausos do PS.

Essas decisões têm rosto!

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Pois têm!

O Sr. João Azevedo (PS): — A Sr.ª Deputada sabe também que eu sei como passámos esses momentos

no território.

Protestos do PSD.

Portanto, as decisões que foram tomadas nos últimos meses e anos representam a alternativa para que o

território seja mais coeso, para que tenha mais investimento e também para que os fundos comunitários

estejam a olhar de uma forma direta para as cidadãs, para os cidadãos e para os territórios de baixa

densidade populacional.

Há uma coisa que lhe quero dizer. Todos temos a obrigação de puxar por aqueles territórios. Todos temos

a obrigação de alavancar novos investimentos e de não ter discursos diminuídos para aquelas pessoas, para

aquelas mulheres e para aqueles homens. Há muitas mulheres e homens que defendem todos os dias o

território e que investem muito naquele território.

Aplausos do PS.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Devia estar preso!

A Sr.ª Patrícia Gilvaz (IL): — Peço a palavra, Sr.ª Presidente.

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — A Sr.ª Deputada pede a palavra para que efeito?

A Sr.ª Patrícia Gilvaz (IL): — Para uma interpelação à Mesa sobre a condução dos trabalhos,

Sr.ª Presidente.

Páginas Relacionadas
Página 0020:
I SÉRIE — NÚMERO 111 20 A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — F
Pág.Página 20