O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

15 DE ABRIL DE 2023

11

As mulheres adiam o nascimento do primeiro filho devido à falta de estabilidade financeira e à falta de

estabilidade no emprego. As mulheres sentem-se forçadas a escolher entre ser mães ou bem-sucedidas, como

se ter um emprego de sonho fosse a bitola para medir o que é ser bem-sucedida.

Então, a conversa hoje não devia ser sobre se as mulheres estão em tantos lugares como os homens; devia

ser sobre se as mulheres, sendo mães, empresárias, empregadas por conta de outrem, tudo isto em simultâneo

ou apenas uma destas opções em exclusivo, estão onde estão e desempenham os papéis que desempenham

porque assim querem e porque assim podem.

Mas, infelizmente, as mulheres nem sempre podem escolher. A esquerda assim o quer, porque, se formos

vítimas, se formos dependentes, estamos subservientes e estamos ajoelhadas.

Aplausos do CH.

Mas nem eu nem nenhuma mulher temos de nos ajoelhar perante a esquerda, que quer trazer para as nossas

escolas e espaços laborais casas de banho mistas, sabendo que nos países onde estas são implementadas as

meninas e mulheres estão a ser assediadas e violadas.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

A Sr.ª Rita Matias (CH): — Nem eu nem nenhuma mulher temos de nos ajoelhar perante a esquerda

politicamente correta, que permite que homens biológicos compitam com mulheres no desporto, na indústria da

moda, no teatro, na arte, na cultura, e cancelem a voz das mulheres.

Aplausos do CH.

Nem eu nem nenhuma mulher temos de nos ajoelhar à esquerda travestida de direita, que, quando uma

mulher nova fala neste Parlamento, diz: «Cresce e aparece.»

Aplausos do CH.

Nem eu nem nenhuma mulher temos de nos ajoelhar a quem já se habituou a estar no poder há tanto tempo,

com todos os vícios que isto traz, a esta esquerda tão podre que já não para para ouvir o que dizemos;

simplesmente interrompe e limita a liberdade de expressão de quem não pensa como ela. E, depois, se reagimos

perante a injustiça, perante o que é infame, dizem-nos: «Esteja caladinha.»

Aplausos do CH.

Meus caros, se Portugal bateu no fundo, se Portugal chegou onde chegou, a responsabilidade é vossa, e

não pensem que nos podem calar. Não nos peçam para nos calarmos!

Que nenhuma filha de Abril comprometa a tua liberdade de expressão. Nunca te cales!

O Sr. Presidente: — Para intervir, em nome do Grupo Parlamentar da Iniciativa Liberal, tem, agora, a palavra

a Sr.ª Deputada Carla Castro.

A Sr.ª Carla Castro (IL): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: Temos pouco tempo para um tema tão profundo,

com diversidade de situações e contextos, em que uma atitude simplificadora e de resposta única não resolve,

provocando mais distorções. Temos de ir às causas e é nelas que temos de trabalhar.

Muitas vezes, aborda-se a desigualdade como um problema de igualdade de resultados, mas isto é

profundamente errado, e a sua promoção é, por si própria, indutora de injustiças. Compara-se muitas vezes o

que não é comparável.

Vamos destacar um conjunto de problemas: persistência, na sociedade, de papéis que são expectáveis da

mulher; preconceitos que persistem; rigidez num mercado de trabalho pouco dinâmico, que dificulta, por

exemplo, a saída em situações de abuso ou opressão; dificuldades de reentrada em pós-maternidade; pouca