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26 DE ABRIL DE 2023

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Aplausos do CH. Vou terminar, Sr. Presidente, dizendo isto: hoje, falámos dos 50 anos de Abril. E o que fica dos 50 anos de

Abril, que celebraremos para o ano? Fica a memória de um Ministro, aqui presente, Pedro Adão e Silva, que, antes de ser Ministro da Cultura, presidiu à entidade que vai coordenar as celebrações do 25 de Abril e que ganhou, por isso, 4500 € por mês — repito, 4500 €! —, há quatro anos, para uma festa que ia acontecer quatro anos depois.

Este é o País esplendoroso de Abril, que paga salários chorudos para organizar festas e não tem dinheiro para os professores terem o seu tempo de serviço, para os médicos terem uma carreira digna, para os polícias trabalharem com dignidade, para os juízes e os procuradores terem condições de trabalho e para que os oficiais de justiça possam funcionar.

Aplausos do CH. Este é o País de Abril e é o País que não queremos que se repita em Portugal. Apesar de tudo isto e apesar de toda esta verdade, o Chega está e continuará a estar só, neste

Parlamento. Sr. Presidente, nada nos orgulha mais, a mim e a esta bancada parlamentar, quando são todos — mas

todos, mesmo nesta Casa! — contra um grupo que defende os portugueses de bem e os portugueses que verdadeiramente trabalham.

Numa das mais famosas cartas de S. Paulo aos romanos, ele dizia… Vozes do PS e do PSD: — Oh! O Sr. André Ventura (CH): — Numa das mais famosas cartas de S. Paulo aos romanos… Protestos do PS e do PSD. Acho que, se podemos ouvir Lula da Silva, também podemos ouvir S. Paulo. Acho que é o mínimo. Aplausos do CH. Numa das mais famosas cartas de S. Paulo aos romanos, S. Paulo dizia: «Diante desta injustiça, que

podemos fazer? Se Deus é por nós, quem será contra nós?» Se o povo português, se os portugueses de bem são por nós, não sereis vós a estar contra nós. Aplausos do CH, de pé. Neste momento, regressaram à Sala a Deputada do BE Joana Mortágua e Deputados do PS. O Sr. Presidente: — Para intervir em nome do Grupo Parlamentar do PSD, tem a palavra o Sr. Deputado

Joaquim Miranda Sarmento. O Sr. Joaquim Miranda Sarmento (PSD): — Sr. Presidente da República, Sr. Presidente da Assembleia

da República, Sr. Primeiro-Ministro e Membros do Governo, Sr.as e Srs. Convidados, Sr.as e Srs. Deputados: Passaram 49 anos do dia que terminou com o Estado Novo e iniciou o caminho que permitiu a Portugal ter uma democracia pluralista, parlamentar e de inspiração ocidental.

Hoje, como todos os anos no passado e no futuro, homenageamos aqueles que arriscaram tudo e que, a 25 de Abril, terminaram com a ditadura e com a opressão.

Aplausos do PSD, do BE, do L e de Deputados do PS.