O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 119

14

Mas hoje homenageamos também aqueles que, na Ucrânia, combatem pela liberdade, face ao agressor

russo, … Aplausos do PSD, do PAN e de Deputados do PS. … sem dúvidas sobre de que lado estamos: do lado da Ucrânia, da Europa, da NATO (North Atlantic Treaty

Organization), do Ocidente e da democracia. Aplausos do PSD. Nestes 49 anos, Portugal mudou muito. Consolidou uma democracia com alternância de Governo, com a eleição de Executivos com maiorias

parlamentares e outros de minoria. Criou uma sociedade livre, pluralista, com liberdade de imprensa e associação, em que ninguém é preso ou prejudicado por aquilo que pensa e diz politicamente. Acolheu e integrou comunidades de todos os cantos do mundo.

Desenvolveu-se económica e socialmente, aproximando-se de padrões de vida mais condignos e recuperando grande parte do atraso nas infraestruturas. Deu passos notáveis na educação, na saúde, em particular na materno-fetal, e na cultura, entre outras áreas. Abandonou uma visão de império e abraçou a Europa. Integrou o projeto europeu, em 1986, e aderiu, no pelotão da frente, à moeda única, em 1999.

Mas os portugueses hoje interrogam-se: o que é feito desse País? O que é feito do País que, em 1974 e 1975, colocou a sua esperança e ambição na criação de uma democracia, como os outros países da Europa Ocidental?

O que é feito do País que, a partir de 1976, colocou a sua esperança e ambição na entrada na Europa? O que é feito do País que, a partir de 1986, com a entrada no espaço europeu, colocou a sua esperança e

ambição no desenvolvimento económico, na melhoria das condições de vida dos portugueses e em alcançar o nível de vida dos nossos parceiros?

O que é feito do País que, nos anos 1990, colocou a sua esperança e ambição em convergir para os mais ricos da Europa e estar no pelotão da frente do euro?

Aplausos do PSD. Há 25 anos que não há um desígnio nacional. Desde 2000 que a economia estagnou e que não saímos da

discussão do défice e da dívida pública. Há 25 anos que empobrecemos. Há 25 anos que vemos os países de Leste, que eram todos mais pobres do que Portugal em 2000, a ultrapassar-nos em riqueza e bem-estar.

Há 25 anos que caminhamos para o fundo da tabela dos países europeus. Há 25 anos que os rendimentos e salários estagnaram e que estamos mais pobres. Há 25 anos que os jovens não têm outro caminho que não seja emigrar e trabalhar fora de Portugal. Há 25 anos que não paramos de aumentar o endividamento público e privado, procurando, com uma carga fiscal cada vez maior, ir tapando, com remendos, um Estado e serviços públicos que se degradam a um ritmo vertiginoso e estão à beira do colapso.

Temos um País cada vez mais pobre e desigual, um País cada vez mais dual: uma minoria com rendimentos que acede à saúde e à educação privada e a grande maioria que vive cada vez pior nos rendimentos e na falta de serviços públicos capazes.

Um dos desígnios da democracia política, social, económica e cultural é resolver esta dualidade e desigualdade, como referia Francisco Sá Carneiro.

Aplausos do PSD. Mas estes 25 anos de empobrecimento não são uma fatalidade. São uma consequência das políticas

erradas de um Partido Socialista que governou 21 dos últimos 28 anos, tendo o PSD que governar sempre em emergência financeira.