26 DE ABRIL DE 2023
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Um homem bom disse, e cito, que «a resposta para a extrema-direita é a justiça social.» Poderia ter sido Mário Soares, Jorge Sampaio, Salgado Zenha ou António Arnaut. Poderia até ter sido Francisco Sá Carneiro. Mas a frase é atual e é do Papa Francisco, preocupado com o populismo na vida política.
Aplausos do PS. Com os que se servem das liberdades democráticas e cívicas e as usam como instrumento para
retrocessos de direitos civilizacionais, seja em abril, seja em novembro, seja noutro mês, dia ou hora qualquer, deste ou dos anos vindouros, o PS não transige, o PS não cederá, o PS não pactuará.
Aplausos do PS. Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, os portugueses confiaram ao PS uma maioria parlamentar como
garante da estabilidade política. À época, estávamos ainda longe de imaginar que teríamos de apoiar e defender a Ucrânia e o direito internacional com convicção, sendo fiéis, coerentes e leais com o quadro de valores e princípios democráticos que orgulhosamente acompanhamos na construção da União Europeia.
Hoje, o PS mostra-se firme e coerente com o seu futuro com história: nas primeiras eleições livres, o PS adotou como palavra de ordem «a vontade do povo». Com a governação, estamos a trilhar um caminho de progresso de redução das desigualdades, de fortalecimento do Estado social no acesso à saúde, à educação e ao ensino superior, com mais inclusão, com melhor articulação do desenvolvimento territorial e em respeito pelo poder local e pelas autonomias regionais.
O que interessa, pois, aos portugueses é saber se combatemos as alterações climáticas, se lideramos a revolução digital, se estamos à altura de criar uma melhor economia, como este Governo manifestamente tem estado à altura de garantir.
Aplausos do PS. O que interessa aos portugueses é saber se o seu trabalho é protegido, se a segurança social está
afiançada, se a habitação é acessível e se o Estado responde às adversidades com a solidariedade que se exige, como este Governo tem promovido em todos os momentos.
O que interessa aos portugueses é saber se as suas oportunidades e expectativas vão melhorar, se os salários vão subir, se as pensões vão aumentar, como sempre aconteceu e acontecerá com este Governo e ao contrário do que aconteceu com a direita no poder.
Aplausos do PS. Tal como nessa altura em que nasciam os primeiros traços da nossa jovem democracia e do esboço da
Constituição que nos rege, hoje a nossa mensagem é a mesma: sim, o PS está a respeitar e, sim, está a cumprir a vontade do povo português.
Aplausos do PS. Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, melhorar a democracia é respeitar a vontade popular, a
estabilidade, os mandatos que o povo confere. Melhorar a democracia é garantir que a democracia política e a democracia social caminham lado a lado, porque os populismos são fruto da exclusão e devemos valorizar a decência e o sentido de Estado. Melhorar a democracia é rejeitar a vida como um campo de minas, onde quem passar, passou, como nos sugerem e propõem as visões neo e ultraliberais da sociedade, ancoradas no individualismo e na negação da igualdade de oportunidades.
Aplausos do PS.