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I SÉRIE — NÚMERO 120

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O Sr. Pedro Pinto (CH): — E, depois, diz: «Não, não! O País está muito bem!».

Estamos a mandar emigrar a geração mais qualificada sempre!

O Sr. Miguel Matos (PS): — Os senhores é que os mandaram emigrar!

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Essa é a grande realidade do Partido Socialista e é aquilo que o senhor não

disse.

O Sr. Miguel Matos (PS): — Tenha memória!

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Sr. Deputado, estão 4 milhões de portugueses no limiar da pobreza. Estes são

os números reais!

O Sr. Miguel Matos (PS): — És um mentiroso!

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Estão! O País está a empobrecer. Por muito que diga que não, o País está a

empobrecer. Os portugueses estão cada vez mais pobres.

O Sr. Miguel Matos (PS): — És um mentiroso!

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Sr. Deputado, oiça bem! Em vez de estar aí aos gritos, oiça bem!

Em 2022, 31 500 pessoas pediram ajuda ao Gabinete de Proteção Financeira da DECO. Repito: 31 500

pessoas. São números reais!

O Sr. Deputado pode dizer que não, mas estão aqui. São os números reais e o Sr. Deputado não os pode

desmentir. É o valor mais alto de sempre, Sr. Deputado!

Sr. Deputado, o povo português vive para pagar, pagar, pagar —casa, comida, carro, tudo — e os impostos

a aumentarem! Esta é a realidade do povo português, de um povo que está sugado por impostos.

Por muito que o Partido Socialista diga que não, esta é a grande realidade.

O Sr. Presidente (Adão Silva): — Sr. Deputado, tem de concluir.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Termino, Sr. Presidente.

Isto não é populismo, Sr. Deputado, esta é a verdade e a triste realidade de um país chamado Portugal.

Aplausos do CH.

Protestos do Deputado do PS Miguel Matos e contraprotestos da Deputada do CH Rita Matias.

O Sr. Presidente (Adão Silva): — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Joaquim Miranda

Sarmento.

O Sr. Joaquim Miranda Sarmento (PSD): — Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as e Srs.

Deputados: Estamos a chegar ao final do debate sobre o Programa de Estabilidade e ficam três aspetos

essenciais, sendo que o primeiro tem a ver com o crescimento.

O Programa de Estabilidade prevê um crescimento de 2 % ao ano, o que é manifestamente pouco para aquilo

de que o País precisa e abaixo do crescimento dos nossos concorrentes diretos do leste da Europa.

Mas há um aspeto que tem sido pouco referido sobre este Programa de Estabilidade e que tem a ver com o

PRR, que era aquilo a que o Primeiro-Ministro chamava «a bazuca». Curiosamente, há muito tempo que o Sr.

Primeiro-Ministro não usa o termo «bazuca» para o PRR. E porquê? Porque o PRR se transformou num «tirinho»

de chumbo e o próprio Programa de Estabilidade reconhece isso, em dois indicadores fundamentais.

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