O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

16 DE JUNHO DE 2023

37

Sr. Presidente, Srs. Deputados, os nossos idosos são pessoas a quem Portugal tudo deve. Foram eles que,

com o seu amor à nossa Nação e o seu trabalho e sacrifícios, deram a vida pelo nosso presente e pelo nosso

futuro. Sem eles, nenhum de nós estaria aqui hoje sentado. Foram eles que fizeram frente a um regime

autoritário e acreditaram nas promessas de Abril, que, infelizmente, não chegaram, por culpa de um sistema

corrupto de interesses instalados.

Quero, por isso, em nome do Grupo Parlamentar do partido Chega, saudar cada um dos nossos idosos e

prestar-lhes a mais justa homenagem. Os nossos pais e avós são do melhor que esta Nação já teve. Fazem

parte dos nossos «egrégios avós», que cantamos no hino nacional.

A Sr.ª Rita Matias (CH): — Muito bem!

O Sr. Jorge Galveias (CH): — Mas, infelizmente, este sistema político olha para os idosos como um peso e

trata-os como objetos.

Srs. Deputados, é neste grupo etário que a taxa de pobreza mais cresceu nos anos de 2019 e 2020, em

Portugal — cerca de 2,6 %, o que corresponde a 465 000 pobres com 65 ou mais anos.

Saibam, Srs. Deputados, que neste inverno morreram centenas de idosos em Portugal com frio, pois mais

de um terço dos idosos pobres não conseguem aquecer as suas casas. Mais de 18 % dos nossos idosos não

têm capacidade de comprar comida e, destes, 5,4 % passam fome. Para o Governo Socialista só temos uma

palavra: vergonha!

Aplausos do CH.

Srs. Deputados, infelizmente, a realidade dos nossos idosos é muito mais negra do que as forças políticas

aqui presentes querem pintar: realidade em que as pensões de miséria são uma autêntica pena de morte ou

eutanásia gradual, pois condenam os idosos a um processo de aceleração para uma morte anunciada; realidade

de um socialismo científico que há muito tenta fazer do ser humano um operário sem alma, que possa ser

descartado quando os seus níveis de produção diminuírem; realidade de um País onde a pensão média ronda

os 500 €, valor com que ninguém consegue viver com dignidade; realidade em que mais de 18 % dos nossos

idosos não têm capacidade para comprarem comida.

Srs. Deputados, devolver a dignidade aos nossos idosos é juntarem-se todos ao partido Chega e

acompanharem-nos no sentido de que, em Portugal, nenhum pensionista tenha uma pensão inferior ao

ordenado mínimo nacional. Só assim os nossos pais e avós poderão viver os seus últimos dias com qualidade

de vida, podendo transmitir a alegria de ser português aos seus netos, às nossas crianças.

Aplausos do CH.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção em nome da Iniciativa Liberal, tem a palavra a Sr.ª Deputada

Patrícia Gilvaz.

A Sr.ª Patrícia Gilvaz (IL): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, Sr.ª Deputada Inês de Sousa Real: A

Sr.ª Deputada só se concentrou num parecer e nuns dados, ignorando todos os restantes, ou seja, ignorou os

pareceres que emitiram relativamente ao projeto que apresentou.

Protestos do PAN.

Tudo o que eu disse é verdade. O PAN apresenta, constantemente, projetos que só demonstram o populismo

que estão aqui a fazer, porque ignora vários dados que são apresentados, que o aumento das penas nos

diversos crimes não resolve a situação.

Vou ler um excerto do parecer do Conselho Superior do Ministério Público, que diz: «[…] estabelecer um

limite fixo de 65 anos de idade, na conjetura atual, em que a grande maioria das pessoas que atingem este

patamar etário não apresentam, em geral, particulares condições de vulnerabilidade, não será, a nosso ver, a

Páginas Relacionadas
Página 0036:
I SÉRIE — NÚMERO 141 36 pessoas idosas, a Sr.ª Procuradora-Geral da R
Pág.Página 36