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17 DE JUNHO DE 2023

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Agora, quanto à Ucrânia, Deputada Paula Santos, optei por fazer uma intervenção, tal como estou a fazer

aqui, no Parlamento ucraniano em 1 de abril de 2022. Peço-lhe que diga, perante os Deputados ucranianos, o

que disse aqui.

Aplausos do PS, do PSD, do CH, da IL e do L.

Diga a esses Deputados, que não veem os seus cônjuges há semanas, cujos filhos não podem ir à escola,

que estão, neste momento, a entrar num conflito. Não se trata de se sentarem à mesa e de tentarem fazer com

que as pessoas falem; trata-se da necessidade de a Rússia abandonar o território da Ucrânia, pura e

simplesmente, nem mais, nem menos.

Aplausos do PSD, da IL e do PAN, do pé, e do CH, do BE, do L e de Deputados do PS.

Deputado Rui Rocha, concordo consigo. Em primeiro lugar, no que respeita à Ucrânia, ao alargamento e à

necessidade de estarmos preparados. O Deputado Luís Capoulas Santos também se referiu a esse facto.

Relativamente à Moldova, estive lá há algumas semanas. Fui convidada a fazer uma intervenção num

comício, perante uma multidão de 75 000 pessoas. A primeira coisa que pensei foi: «Vejam o número de

bandeiras da UE.» O que é que a bandeira simboliza para milhões e milhões de pessoas em todo o mundo?

Simboliza esperança, simboliza segurança, simboliza valores e, acima de tudo, simboliza proteção. Não os

desiludamos quando estão de olhos postos em nós.

Aplausos do PS, do PSD e da IL.

Disse, no meu discurso, que este é o mais europeu dos parlamentos. Estou, agora, mais convicta do que

antes. Mas precisamos de fazer mais para convencer as pessoas a votar daqui a um ano, e a votar de forma

responsável. Vou dizer-vos por que profiro estas palavras.

Mencionou o escândalo de corrupção, Deputado André Ventura. Sabe, isto tem sido difícil para nós. A

resposta mais fácil teria sido: «Isto acontece em todo o lado e, portanto, vamos seguir em frente.» Eu e os meus

colegas dissemos que não. Analisamos o que correu mal, analisamos o que podemos melhorar, analisamos

como podemos ser um parlamento que não é encurralado por aqueles que querem destruir o projeto europeu

por causa das ações de, alegadamente, algumas pessoas.

Aplausos do PS, do PSD, da IL e do PAN.

Afirmou que todos nós falamos a partir de Bruxelas, mas hoje estou em Lisboa. Irei para Braga esta noite. A

Europa também está aqui. Não se trata de a Europa dizer a Portugal o que fazer, mas sim de vos ouvir e

compreender o que podemos fazer com as nossas decisões para melhorar a vida dos vossos cidadãos.

Falou da imigração. Este ano assinalamos o 10.º aniversário da maior tragédia com migrantes a que

assistimos no Mediterrâneo. Venho de uma ilha que fica precisamente no meio do Mediterrâneo. Sabe o que

dissemos há 10 anos? «Nunca mais.» Finalmente temos um desbloqueio no Conselho, nos Governos dos

Estados-Membros, para avançar no que se refere à migração. Agora, pode dizer: «Nem pensar.» O apelo que

lhe dirijo é que se sente à mesa e vote a favor, que vote a favor de um pacto equilibrado, um pacto que tenha

em conta a proteção das fronteiras, sim, que compreenda as dificuldades que cada país e cada comunidade

enfrentam.

Alguns países estão sob uma pressão muito maior do que outros. No que se refere a alguns países, até

mesmo a expressão «Estado-Membro da 1.ª linha» mudou ao longo dos anos. Para muitos países, é difícil ver

que há solidariedade noutras áreas ou noutras crises, mas não quando se trata de pessoas que chegam às

nossas costas. Mas peço-lhe que não esqueça o seguinte: se, para milhões de pessoas, continua a ser mais

seguro entrar num barco, simplesmente porque as nossas políticas não funcionaram, e os seus filhos, como

vimos há dois dias, enfrentarem uma morte quase certa, se tal é mais seguro do que essa criança permanecer

em terra, isso tem de estar no centro da nossa política, porque estamos a falar de pessoas.

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