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1 DE JULHO DE 2023

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O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — Muito bem!

A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Todas elas, se aprovadas e devidamente articuladas entre si, poderiam ter

ajudado a salvar o SNS.

Aplausos da IL.

Todas elas permitiriam que se iniciasse uma verdadeira reforma do SNS, reforma essa que, apesar de

prometida pelo Governo, na realidade, tem vindo a ser adiada.

O PS e toda a esquerda quiseram dar a mão ao SNS? Não!

A Sr.ª Susana Correia (PS): — Valha-me Deus!

A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Rejeitaram todas as propostas da Iniciativa Liberal.

A Sr.ª Susana Correia (PS): — As propostas eram más!

A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Mas, ao fazê-lo, apresentaram alternativas que ajudaram o SNS? O SNS

está, hoje, melhor com as propostas do Partido Socialista? Está hoje melhor com as reivindicações da

esquerda? E o Governo? Fez alguma coisa para salvar o futuro do SNS?

A Sr.ª Joana Lima (PS): — Muita!

Vozes da IL: — Não!

A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — A resposta a estas perguntas é só uma: não.

Aplausos da IL.

O Governo, o PS e a esquerda, que batem com a mão no peito para se assumirem como os grandes

defensores do SNS, estão, tal como estavam há um ano, a lutar por um sistema, mas estão de braços caídos

perante profissionais de saúde e utentes.

Sr. Presidente, Sr.ª Ministra, Sr. Ministro, Sr.ª Secretária de Estado, Sr.as e Srs. Deputados, lamento

informar, mas, como já tive a oportunidade de aqui referir recentemente, o SNS já não existe.

A Sr.ª Maria Antónia de Almeida Santos (PS): — Existe!

A Sr.ª Ana Isabel Santos (PS): — Existe e cuida das pessoas! Pergunte-lhes!

A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Temos, sim, uma entidade abstrata, a que chamamos SNS: uma entidade

que não está adequada aos dias de hoje e às necessidades crescentes do contexto sociodemográfico de

envelhecimento da população; uma entidade que não se articula com toda a capacidade instalada no sistema;

uma entidade que, na realidade, não responde, a tempo e horas, às necessidades de cuidados de saúde das

pessoas.

Passado um ano do nosso anterior debate, demitiu-se, então, a Sr.ª Ministra da Saúde, foi nomeado um

novo Ministro, em quem foram depositadas — não necessariamente da Iniciativa Liberal! — esperanças e

expectativas. O Governo criou um novo Estatuto do SNS, que, do que se tem visto, o que mais fez foi criar

confusões e sobreposições de competências entre entidades. Foi criada uma Direção Executiva do SNS e

nomeado o Prof. Fernando Araújo para a liderar, que, para além dos tiques autoritários, se tem demonstrado

pouco capaz de resolver os problemas de fundo e de ter uma estratégia para o futuro.

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