O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 148

60

O Sr. Duarte Alves (PCP): — É completamente falso!

O Sr. Bernardo Blanco (IL): — … mais poupanças —, mas, por motivos ideológicos ou táticos, face à

geringonça, acabou com as PPP nos hospitais de Loures, de Vila Franca de Xira, de Braga, onde nem abriu

novos concursos.

Não é só a Iniciativa Liberal que discorda dessa decisão, não são só os portugueses dessas zonas que

discordam dessa decisão, até os autarcas socialistas dessas zonas já vêm para a imprensa dizer que

discordam profundamente dessa decisão e que querem o regresso das parcerias público-privadas.

Por isso, a minha pergunta-desafio é muito simples: que o Partido Socialista repense, que vá ler aquilo que

escreveu há 25 anos, há 20 anos e há 15 anos, que deixe de lado a sua teimosia e perceba aquilo que os

portugueses também já perceberam, que a saúde não tem ideologia.

Aplausos da IL.

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Vamos passar à fase de encerramento do debate e, para o efeito, tem

a palavra o Sr. Deputado Rui Rocha, do Grupo Parlamentar da Iniciativa Liberal.

O Sr. Pedro do Carmo (PS): — Vai sair uma graçola!

O Sr. Rui Rocha (IL): — Sr.ª Presidente em exercício, Srs. Membros do Governo, Srs. Deputados: Há um

ano, no dia 17 de junho, António Costa…

A Sr.ª Susana Correia (PS): — Não é António Costa, é Primeiro-Ministro!

O Sr. Rui Rocha (IL): — … afirmou que, na segunda-feira seguinte, parte significativa dos problemas do

Serviço Nacional de Saúde estariam resolvidos.

Passaram, desde então, mais de 50 segundas-feiras e ainda hoje não sabemos quais eram esses

problemas, e, portanto, não podemos saber quais seriam as soluções, até porque o Serviço Nacional de

Saúde está hoje exatamente no mesmo ponto — ou, em algumas matérias, pior — em que estava há um ano.

Durante esse ano, houve, é certo, uma mudança da equipa de gestão da saúde. Temos agora uma nova

equipa, mas os indicadores básicos da atividade do Serviço Nacional de Saúde estão genericamente iguais,

ou piores, em alguns pontos.

Há um ano, a Iniciativa Liberal agendou um debate para discutir o tema da saúde. Há um ano, o tema

desse debate foi «SOS SNS» e, hoje, estamos a constatar que as coisas estão exatamente no mesmo ponto,

quando não piores.

Vamos ver alguns exemplos: portugueses sem médico de família são quase 1,8 milhões, e agora o

Sr. Ministro descobriu que a produtividade é importante, que os objetivos são importantes, que a remuneração

por objetivos é importante.

Protestos do PS.

Veja-se, mesmo esta medida, que no essencial faz sentido, vai ter como consequência que cerca de

250 000 portugueses possam ter médico de família. Resultado: vamos estar agora pior do que estávamos há

um ano, mesmo com essa medida, mesmo com essa gestão do PS.

Aplausos da IL.

Sr. Ministro, temos portugueses que dormem à noite nos centros de saúde, não para terem acesso a uma

consulta, mas, sim, para marcarem uma consulta, porque não têm médico de família. Isso acontece em

Algueirão-Mem Martins, acontece em Odivelas, acontece em Ourém, acontece um pouco por todo o País.

Páginas Relacionadas
Página 0070:
I SÉRIE — NÚMERO 148 70 crianças mais velhas, 779/XV/1.ª (BE) — Recom
Pág.Página 70