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I SÉRIE — NÚMERO 148

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Quantos portugueses vão ter médico de família daqui por um ano, Sr. Ministro? É capaz de o dizer? É

capaz de cumprir, daqui por um ano — já não digo hoje —, a promessa de António Costa de que em

2017 todos os portugueses teriam médico de família?

Sobre isso, nem uma palavra, Sr. Ministro. Os senhores falham redondamente, em toda a linha, e ainda

vêm para aqui enganar os portugueses e, muitas vezes, fazer um discurso absolutamente alucinado

relativamente à situação atual.

Por isso, Sr. Ministro, chegou o momento, chegou a hora de pôr perante os portugueses a discussão de

diferentes modelos. A Iniciativa Liberal, nas próximas semanas, vai começar por apresentar aos portugueses

uma lei de bases da saúde que põe o utente no centro do debate, põe o utente no centro da solução.

O Sr. Bruno Nunes (CH): — Agora é que é!…

O Sr. Rui Rocha (IL): — É essa a nossa proposta, é isso que vamos defender.

Os portugueses precisam de mais e melhor saúde, Sr. Ministro, e o PS já demonstrou que não é capaz de

lhes garantir acesso a isso.

Aplausos da IL.

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Para encerrar este debate, tem a palavra o Sr. Ministro da Saúde,

Manuel Pizarro.

Faça favor, Sr. Ministro.

O Sr. Ministro da Saúde: — Sr.ª Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Não sei se este debate foi muito

esclarecedor para a opinião pública e para os portugueses, mas, para quem esteve atento, foi muito

esclarecedor sobre qual é o modelo de atuação da direita, que foi sempre contra o SNS e está cada vez mais

aguerrida contra o SNS.

Vozes do PSD: — Oh!…

O Sr. Ministro da Saúde: — Não estava a falar de vocês, não estava a falar da bancada PSD, mas vejo

que se deram por acusados. Vejo que se deram por acusados!

Risos e aplausos do PS.

Srs. Deputados do PSD, sei que se sentem culpados e querem expiar esse ato histórico de, em 1979,

nesta Câmara, terem votado contra a lei que constituiu o SNS.

O Sr. Paulo Moniz (PSD): — Ah!…

O Sr. Ministro da Saúde: — Sei que se sentem culpados!

Aplausos do PS.

O Sr. Bruno Nunes (CH): — Em 1979, o senhor era do PCP, não era do PS!

O Sr. Ministro da Saúde: — Sei que se sentem culpados, mas também aceito, democraticamente, que,

depois disso, houve gente do PSD que fez muito pelo SNS. Tenho lembrado muito um nome que nessa

bancada se estão sempre a esquecer, o do Dr. Albino Aroso, que fez um trabalho extraordinário na proteção

dos direitos das mulheres.

Aplausos do PS.

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