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I SÉRIE — NÚMERO 148

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Não há nenhum problema no relacionamento com outros setores. Foi mesmo o Governo que estimulou o

setor social e o setor privado a envolverem-se no alargamento da rede de cuidados continuados. Foi, aliás, em

2006, com o Prof. Correia de Campos como Ministro, que a rede de cuidados continuados foi criada, com este

espírito.

Foram sempre Governos do partido que atualmente está no Governo que lançaram os processos de

parceria público-privada, e foi mesmo a minha antecessora que assinou a renovação do contrato de gestão em

parceria público-privada do Hospital de Cascais.

Agora, o que não fazemos é destruir o SNS, apoucar o SNS, diminuir o SNS em favor de interesses que

são, manifestamente, exteriores ao interesse público e ao interesse geral da sociedade portuguesa.

Aplausos do PS.

Até porque, Sr.as e Srs. Deputados, estamos sempre a ouvir falar desse número de portugueses que têm

seguro de saúde: 3,2 milhões a 3,4 milhões.

O Sr. Rui Cristina (PSD): — Subsistemas de saúde!

O Sr. Ministro da Saúde: — O que é mesmo engraçado é que nunca ouço nenhum dos Srs. Deputados da

parte mais à direita desta Câmara referir dados, igualmente válidos, que indicam que, afinal, para esses 33 ou

34 % de portugueses com seguro de saúde, os seguros de saúde contribuem, em Portugal, para menos de

5 % da despesa em saúde.

O Sr. Joaquim Miranda Sarmento (PSD): — Não é verdade!

O Sr. Ministro da Saúde: — O único verdadeiro seguro de saúde que uma família portuguesa pode ter

para cobrir todas as suas necessidades, em especial perante doenças mais catastróficas, perante situações

mais difíceis, esse seguro de saúde tem um nome, tem uma marca e tem quem o defenda e quem trabalhe,

todos os dias, para o promover no terreno, que são os 150 000 profissionais do Serviço Nacional de Saúde. E

é com eles, para todos os portugueses, que continuaremos a trabalhar.

Aplausos do PS.

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Concluímos, assim, este debate.

O Sr. Bruno Nunes (CH): — Sr.ª Presidente, peço a palavra.

O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — Sr.ª Presidente, peço a palavra.

O Sr. João Dias (PCP): — Qual foi o que bateu primeiro as castanholas?

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — O Sr. Deputado Bruno Nunes pediu a palavra para que efeito?

O Sr. Bruno Nunes (CH): — Sr.ª Presidente, é para uma interpelação à Mesa sobre a condução dos

trabalhos.

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Faça favor, Sr. Deputado.

O Sr. Bruno Nunes (CH): — Sr.ª Presidente, o Sr. Ministro referiu que a atitude e as declarações do

Sr. Deputado Filipe Melo foram repugnantes. O significado de «repugnante» é «asqueroso» e «nojento».

Protestos do PS, do PCP, do BE e do L.

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