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1 DE JULHO DE 2023

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Explique-nos o que é que quer, afinal, para o SNS. Mas lembre-se, Sr. Ministro, que não é apenas Ministro

do SNS; o senhor é o Ministro da Saúde e, como tal, de todo um sistema nacional de saúde que existe e que

deve estar ao alcance de todos e de cada um dos cidadãos.

Aplausos da IL.

A Iniciativa Liberal está aqui, a fazer o seu papel, a escrutinar o Governo, a bem da transparência, a bem

do SNS, a bem da saúde dos portugueses. Esperemos que o Sr. Ministro também faça o seu.

Aplausos da IL.

O Sr. Presidente (Adão Silva): — No âmbito da abertura deste debate, tem a palavra o Sr. Ministro da

Saúde, Manuel Pizarro.

O Sr. Ministro da Saúde (Manuel Pizarro): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Quero agradecer ao

Grupo Parlamentar da Iniciativa Liberal a iniciativa desta interpelação, porque é mesmo muito útil que

tenhamos um momento para um debate sereno e refletido sobre a realidade da saúde dos portugueses e, em

especial, sobre o estado do Serviço Nacional de Saúde.

Sr.ª Deputada Joana Cordeiro, perdoar-me-á que a corrija. A Sr.ª Deputada disse, daquela bancada, que o

Serviço Nacional de Saúde já não existe,…

A Sr.ª Ana Isabel Santos (PS): — Existe, existe!

O Sr. Ministro da Saúde: — … notícia que, presumo, os seus 150 000 profissionais só não vão receber

com susto, porque sabem que é um disparate político, como outro qualquer.

Aplausos do PS.

O Serviço Nacional de Saúde — que, segundo a Iniciativa Liberal, já não existe — realizou, nos primeiros

cinco meses deste ano, 355 622 cirurgias, mais 11 % do que no período homólogo do ano anterior.

Aplausos do PS.

A Sr.ª Fernanda Velez (PSD): — E quantas há em lista de espera?

O Sr. Ministro da Saúde: — O que significa, sem deixar de reconhecer que temos muitas dificuldades para

superar, que a mediana de tempo de espera da lista de inscritos, ainda assim, apesar do aumento de 14 % de

entradas de doentes na lista de inscritos para cirurgia, baixou de 2,9 meses para 2,8 meses.

A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Aumentou!

O Sr. Ministro da Saúde: — Não aumentou, diminuiu. O serviço está melhor, está a produzir mais, graças

aos profissionais do SNS.

Aplausos do PS.

Sim, é verdade que há doentes, doentes de mais — bastaria que fosse um para ser de mais —, que são

operados para além do tempo médio de resposta garantido. Mas, Sr.ª Deputada, não vamos fazer

mistificações: 73 % dos doentes foram operados dentro do tempo médio garantido. A minha atenção tem de ir,

naturalmente, para os 27 % que ultrapassaram esse tempo, mas não haja nenhuma dúvida de que o tempo

médio está a diminuir e de que a percentagem de doentes operados, dentro do tempo recomendado, está a

aumentar.

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