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I SÉRIE — NÚMERO 149

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A Sr.ª Patrícia Gilvaz (IL): — … como se fosse questão menor debater os custos que os contribuintes

portugueses, católicos e não católicos, são chamados a suportar.

Em outubro do ano passado, o Governo apontava para uma estimativa de custos, só à sua responsabilidade,

na ordem dos 36,5 milhões de euros; em janeiro, anunciou outro número — afinal, seriam gastos apenas 30

milhões de euros.

Neste momento, o investimento do Estado central ascende a 35 milhões de euros, aos quais se somam os 35

milhões a cargo da Câmara Municipal de Lisboa, os 8 milhões da Câmara Municipal de Loures e um valor, ainda

por determinar, da Câmara Municipal de Oeiras.

A falta de organização e planeamento levou a que se agilizassem processos que permitiram realizar

sucessivos ajustes diretos de vários milhões de euros.

Assiste-se a um passa-culpas entre os vários envolvidos no projeto, que inicialmente estava orçamentado

em cerca de 50 milhões de euros e atualmente já ascende a cerca de 80 milhões de euros — e estamos a falar

de valores previsionais, o que significa que o custo poderá ser bem maior.

A verdade é que esta Jornada Mundial da Juventude custará, só naquilo que diz respeito ao Governo, quase

o dobro do que custou a anterior, realizada em 2019, na Cidade do Panamá — cerca de 18 milhões de euros.

Também já se admitiu um retorno financeiro de 350 milhões de euros com esta iniciativa. Mas em que estudos

se baseia esta verba? O Grupo Parlamentar da Iniciativa Liberal interrogou oportunamente o Governo acerca

disto, mas obteve o silêncio como resposta.

Hoje é o momento para o Governo esclarecer e responder a todas as questões que ficaram por responder,

mas também para assegurar aos portugueses que este evento vai ser um sucesso e para se responsabilizar,

dando a cara, caso assim não seja.

Aplausos da IL.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção em nome do Grupo Parlamentar do Chega, tem a palavra o

Sr. Deputado André Ventura.

O Sr. André Ventura (CH): — Sr. Presidente, Sr.ª Ministra, cumprimento-a também.

O Papa não tem culpa da incompetência do Governo, e essa é a primeira nota que devemos dar. Este Papa

cometeu erros — na minha perspetiva, bastantes —, mas teve o azar da sua vida, um grande azar: calhou-lhe

uma Jornada Mundial da Juventude na mão deste Governo socialista. Por isso, Sr.ª Ministra, gostava que hoje,

neste debate de urgência, em que temos tempos muito curtos, nos trouxesse respostas, e não apenas mais

questões.

E a primeira pergunta é esta: o Governo já terminou ou não o plano de mobilidade para a cidade e para os

vários municípios envolvidos, aquando das Jornadas Mundiais da Juventude? É que temos todos os autarcas,

do Partido Socialista e do PSD — todos! —, a criticarem o Governo pelo atraso inaceitável de um plano de

mobilidade que já deveria estar feito.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

O Sr. André Ventura (CH): — Este é o primeiro problema de um País que se debate com o facto de, dentro

de alguns dias, ter o maior evento, em muitas décadas, quanto a número de pessoas, sem que o Governo seja

capaz de dar garantias de mobilidade, de flexibilidade e, sobretudo, de segurança.

Sr.ª Ministra, nos últimos dias, chegaram à nossa posse elementos que confirmam a inscrição neste evento

de várias dezenas de milhares de pessoas provenientes do Paquistão, do Afeganistão e de outros locais do

Médio Oriente.

A Sr.ª Isabel Pires (BE): — Querem ver que não há católicos nesses países!…

O Sr. André Ventura (CH): — Até agora, o Governo não foi capaz de desmentir que esta informação é

verdadeira.

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