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I SÉRIE — NÚMERO 151

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Sim, Srs. Deputados, o Serviço Nacional de Saúde e os seus profissionais podem contar com o PCP na

defesa inabalável do SNS.

Aplausos do PCP.

O Sr. Presidente: — O Sr. Deputado tem dois pedidos de esclarecimento.

Responde em conjunto?

O Sr. João Dias (PCP): — Sim, Sr. Presidente.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — É para acabar o tempo!

O Sr. Presidente: — Para formular o primeiro pedido de esclarecimento, tem a palavra, em nome do Grupo

Parlamentar do PS, o Sr. Deputado Paulo Marques.

O Sr. Paulo Marques (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, antes de fazer um conjunto de

considerações ao PCP, não resisto a lembrar ao líder parlamentar do PSD, que, da tribuna, fez uma breve

resenha histórica do Serviço Nacional de Saúde, que há uma data fundamental à qual o PSD nunca se poderá

associar.

O Sr. Rui Rocha (IL): — Ó Nossa Senhora!

O Sr. Paulo Marques (PS): — É verdade, a 15 de setembro de 1999 votou contra a constituição do SNS.

Temos de lembrar isso, é verdade!

Aplausos do PS.

O Sr. Pedro Melo Lopes (PSD): — Apresentou outra!

O Sr. Paulo Marques (PS): — O Serviço Nacional de Saúde é, de facto, responsável pela promoção…

Protestos de Deputados do PSD.

Pausa.

O Serviço Nacional de Saúde é, de facto, responsável pela promoção de saúde, pela redução da mortalidade

infantil,…

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Pois é.

O Sr. Paulo Marques (PS): — … pela promoção da nossa esperança média de vida, só que o PCP passa a

vida a acusar-nos de não investirmos no Serviço Nacional de Saúde, o que, de alguma forma, para quem tantos

anos geriu o SNS, é um contrassenso.

Enquanto o ouvia, como muitas vezes o alvo principal do PCP nestas questões é o PS, fui tomando algumas

notas para relembrar ao Sr. Deputado e à Câmara o quão importante é o que temos feito.

Enquanto falava no desinvestimento nos cuidados de saúde primários, eu lembrava, por exemplo, o sucesso

do nosso Plano Nacional de Vacinação, que é uma referência europeia e continua a ser uma referência mundial.

Aplausos do PS.

O Sr. Pedro Melo Lopes (PSD): — Não há vacinas!

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