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7 DE JULHO DE 2023

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onde se aposte no regresso dos que emigraram e onde não se tenha o Serviço Nacional de Saúde porque a lei

pode dizer que a relação entre ele e os privados é supletiva, quando não é, pois há uma concorrência feroz por

profissionais de saúde.

Nós temos, neste momento, o SNS a lutar de olhos vendados e com um braço atrás das costas. Os privados

sabem tudo sobre o Serviço Nacional de Saúde, mas o público não sabe nada sobre grelhas salariais, serviços,

procedimentos médicos e número de camas que tem o privado. Desta maneira, não se pode continuar.

Sr. Deputado, nem o Ministro da Saúde do Governo que o seu partido apoia foi capaz de explicar ao Livre,

ainda esta semana, por que razão não apoia a medida muito simples de obrigar os privados a darem a mesma

informação que o público já dá em termos de prestação de serviços de saúde.

Portanto, se, de facto, querem reforçar o serviço que temos, então devem apoiar medidas como as do Livre

para facilitar o trabalho das juntas médicas, não obrigar quem é amputado a ir a uma junta médica de 5 em 5

anos, isto porque, certamente, não se deixou de ser amputado, bem como recomendar ao Governo a

comparticipação de leite e fórmulas infantis, tal como tantas outras medidas que o Livre aqui tem apoiado. Não

se trata de ter vergonha da sua ideologia, trata-se de ser coerente com ela.

O Sr. Presidente: — Para intervir em nome do Grupo Parlamentar do Chega, tem a palavra o Sr. Deputado

André Ventura.

O Sr. André Ventura (CH): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: Nunca a saúde esteve tão mal em Portugal.

Num momento em que a saúde nunca esteve tão mal em Portugal, nós não podemos deixar de notar isto:

enquanto o Governo tem tempo para andar a passear em praias, para andar a visitar restaurantes e a passear-

se de Falcon pela Europa, está ausente no debate sobre a saúde no Parlamento. Essa é a verdade de um

Governo que não quer saber da saúde.

Mas o que dizer daqueles que hoje vêm aqui criticar a saúde?

O Deputado Miranda Sarmento diz que o Chega tem ciúmes e que não lê, mas lê, pelo menos, os e-mails

que envio à bancada, e não se deixa ficar para trás nos e-mails que a bancada não lê sobre aquilo que nós lhe

enviamos.

Aplausos do CH.

Pelo menos, esses e-mails eles leem, ao contrário daqueles que S. Ex.ª envia para a sua bancada.

Risos do Deputado do CH Pedro Pinto.

O Deputado João Dias diz que hoje teria a certeza de uma coisa, de que a direita votaria em peso contra o

SNS. Sr. Deputado João Dias, não sei como é que o Chega votaria se hoje fosse apresentado o SNS do Partido

Socialista, mas há uma garantia pessoal que lhe dou, enquanto Presidente deste Partido: o Chega nunca, nunca,

nunca — nem que Cristo descesse à terra! — apoiaria seis Orçamentos do Partido Socialista que destruíram a

saúde em Portugal. Nunca, nunca o faríamos!

Aplausos do CH.

Protestos do PCP.

Nem que Cristo descesse à terra, nós nunca apoiaríamos o Partido Socialista e estaríamos aqui, agora, a

bater com a mão no peito. Isso, deixamos para o Bloco e para o PCP fazerem o seu trabalho.

Protestos do PCP.

Sr. Presidente e Srs. Deputados, à hora a que falamos há urgências encerradas pelo País inteiro.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Claro!

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