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I SÉRIE — NÚMERO 151

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O Sr. André Ventura (CH): — À hora a que falamos, temos de apontar novamente o dedo a quem se esconde

atrás de um computador. De facto, há um ano, Sr. Presidente, estávamos aqui, neste Plenário, neste debate, a

falar de urgências encerradas pelo País todo,…

O Sr. Pedro Pinto (CH): — É verdade!

O Sr. André Ventura (CH): — … e uma ex-Ministra, agora Deputada, estava aqui, neste Parlamento, a dizer

para não nos preocuparmos porque havia um plano de contingência que estava em vias de ser aprovado, para

combater o problema das urgências. Hoje, essa ex-Ministra chama-se Marta Temido e é Deputada desta Nação.

Está aqui e deve ser chamada à responsabilidade pelo que destruiu neste País e pelo que destruiu no SNS em

Portugal!

Aplausos do CH.

Há cinco dias, um homem morreu à entrada do hospital, em Serpa. Há um mês, uma grávida morreu na

transferência entre o Hospital de Santa Maria e o Hospital de São Francisco Xavier. Este é o SNS do Partido

Socialista. Este é o SNS que a esquerda gosta. Dizem que é o SNS do Estado, que é o SNS de todos os

portugueses, mas deixa os mais pobres, os mais desfavorecidos, aqueles que não têm dinheiro morrer à porta

dos hospitais. Este é o SNS do Partido Socialista!

Aplausos do CH.

À hora a que falamos, Sr. Presidente, há medicamentos que faltam na maioria das farmácias deste País:

antibióticos, anti-inflamatórios, tratamentos para doentes que olham para o seu bolso e para o seu dinheiro e

veem um País que paga subvenções vitalícias, que gasta dinheiro no Estado, como nunca se gastou, mas que

não tem dinheiro para pagar àqueles que mais sofrem e para aqueles que mais precisam.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — É verdade!

O Sr. André Ventura (CH): — Este é o SNS que criámos. Não é um serviço para todos, como o Sr. Presidente

da República ontem disse, depois de ter sido internado, ele próprio, no hospital.

Ainda bem que o nosso Presidente está bem e todos queremos, desejamos e rezamos para que ele esteja

bem. Mas o Sr. Presidente está enganado, pois o tratamento que ele teve ontem a maioria dos nossos cidadãos

não tem, não tem e sofrem por não terem esse tratamento!

Aplausos do CH.

A maioria não tem e sofrem por não ter esse tratamento. Os doentes com fibromialgia que o digam, e outros,

tantos, do nosso País, que podiam olhar e perguntar para onde vai o dinheiro de tantos dos nossos impostos.

Sr. Presidente e Srs. Deputados, nada é mais grave na saúde do que a falta de socorro em tempo próprio.

Hoje, mais uma vez, à hora a que aqui falamos, há viaturas do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica)

paradas,…

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Há, há!

O Sr. André Ventura (CH): — … paradas por não terem o seguro, por não terem combustível ou por não

terem a carta verde em dia.

À hora a que aqui estamos, há técnicos que não trabalham por não receber horas extra ou por não terem

sido pagos nas missões internacionais.

O Sr. Luís Soares (PS): — Não é verdade!

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