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I SÉRIE — NÚMERO 151

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Saúde vão acrescentando à vida dos portugueses, e há aqueles que não perdem um único minuto, um único

segundo para apoucar o trabalho do Serviço Nacional de Saúde.

Aplausos do PS.

A pergunta que aqui deixo é, verdadeiramente, essa: a quem é que interessa diminuir o Serviço Nacional de

Saúde, Sr.as e Srs. Deputados?

Uma segunda nota para dizer que, se o PSD agendou o debate para procurar demonstrar aos portugueses

que se constituía com uma alternativa, vai ter de fazer um bocadinho mais.

E vou dizer porquê, Sr. Deputado. Porque ao longo do debate, mas também naquele documento que foi

divulgado, não há uma, uma única palavra para os profissionais.

Vozes doPSD: — Oh!

O Sr. Luís Soares (PS): — O Sr. Deputado tem ainda 7 minutos e eu gostava que nos dissesse o que é que

o PSD pensa sobre as carreiras dos profissionais, sobre as horas de trabalho — se ainda estão contra as 35

horas — e qual é o plano para a remuneração. Os profissionais de saúde sabem bem, a história diz-lhes, o que

foi a governação do PSD e o que é que deram aos profissionais de saúde.

Aplausos do PS.

Aliás, Sr. Presidente, para terminar, não é alternativa porque a receita é velha. Basta ver um dos títulos. Diz

o PSD: «O PSD quer cortar com a orientação tradicional do SNS.»

A Sr.ª Maria Antónia de Almeida Santos (PS): — Confessem!

O Sr. Luís Soares (PS): — Julgava que o tempo dos cortes no PSD já tinham fechado, mas pelos vistos não;

agora querem cortar com a visão tradicional do SNS.

Aplausos do PS.

Mas queremos reafirmar isso, Sr. Deputado, que o nosso compromisso é com o SNS que temos, com os

desafios, com as dificuldades, mas, sobretudo, com a ideia de que não desistimos de um serviço público para

todos os portugueses.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Para intervir em nome do Grupo Parlamentar do PSD, tem a palavra a Sr.ª Deputada

Inês Barroso.

A Sr.ª Inês Barroso (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: É chegada a hora de sermos agentes

de mudança na saúde em Portugal.

Num País em que se observa o Sr. Manuel, que leva um banquinho de casa e que passa a noite à porta do

centro de saúde para poder vir a ter uma consulta; em que observamos a D. Ana, que não sabe em que hospital

vai ter bebé; em que a Dr.ª Rita não tem um Governo que reconheça o seu exercício profissional; em que o Sr.

João não consegue comprar os medicamentos que precisa, então este não é, seguramente, o Serviço Nacional

de Saúde que os portugueses precisam e merecem.

Aplausos do PSD.

E o acesso ao medicamento é um bom exemplo do que acabo de referir.

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