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I SÉRIE — NÚMERO 152

58

Pausa.

Pergunto se alguma das Sr.as Deputadas e algum dos Srs. Deputados não conseguiu registar-se

eletronicamente.

Pausa.

Todos conseguiram. Chamo a atenção de que vamos ter votações eletrónicas a seguir.

Peço aos serviços que encerrem o período de verificação do quórum e publicitem o resultado.

Temos quórum, vamos passar à votação.

A primeira deliberação incide sobre o Projeto de Voto n.º 391/XV/1.ª (apresentado pela Comissão de Cultura,

Comunicação, Juventude e Desporto) — De pesar pelo falecimento de Manuel Silva e Sousa, «Manuel do Laço».

Quem vota contra? Quem se abstém?

Pausa.

Peço desculpa, temos de ler o voto. Peço à Sr.ª Deputada Maria da Luz Rosinha o favor de proceder à leitura

do voto.

A Sr.ª Secretária (Maria da Luz Rosinha): — Muito obrigada, Sr. Presidente. Passo a ler:

«Faleceu no passado dia 18 de junho Manuel Silva e Sousa, conhecido carinhosamente como “Manuel do

Laço”.

Carismática figura da cidade do Porto, adepto fervoroso do Boavista Futebol Clube, tornou-se conhecido pela

forma tão apaixonada quanto amistosa como sempre expressou o seu fervor clubístico, ganhando projeção

nacional entre adeptos de todos os clubes.

Nascido a 27 de agosto de 1947, afirmava que desde logo se tornou “boavisteiro”, tal como a sua mãe, pelo

que, para ele, fora o natural. O famoso “boavisteiro” e figura icónica, histórica e carismática, não só do Boavista,

mas do futebol nacional, era conhecido pelo seu famoso laço e por se vestir dos pés à cabeça com as cores

preta e branca, sempre “axadrezado”.

Sócio n.º 14 do Boavista, clube de que chegou a ser dirigente na década de 1960, nunca deixou de marcar

presença nos jogos. Mesmo durante o período em que esteve emigrado nos Estados Unidos da América, durante

cerca de 30 anos, chegava a viajar de propósito para a cidade invicta para assistir aos jogos das “panteras”.

Após a conquista do campeonato de futebol de 2000/2001, por parte do Boavista, passou a vestir-se com a

icónica roupa que nunca mais tirou em público.

Com cerca de 40 laços diferentes, sua imagem de marca, passou também por momentos muito difíceis,

nomeadamente em 2008, quando o Boavista desceu de divisão e quase acabou. Foram várias as noites sem

dormir, tendo, inclusivamente, realizado uma greve de fome em frente à sede da Liga. Foram os dias mais

difíceis da sua vida e que, reiteradamente, desejava que não se voltassem a repetir.

Paralelamente, e enquanto figura que se tornou carismática no Porto, empenhou-se, ao longo da sua vida

em diferentes causas cívicas e sociais. Pela sua forma de viver o desporto, Manuel do Laço foi um exemplo de

desportivismo e construção de pontes entre adeptos.

Assim sendo, reunida em sessão plenária, a Assembleia da República manifesta o seu pesar pelo falecimento

de Manuel Silva e Sousa, exemplo de amor ao clube, ao desporto e, sobretudo, um exemplo para as gerações

futuras de adeptos, endereçando à família, aos amigos e ao Boavista Futebol Clube as suas condolências.»

O Sr. Presidente: — Vamos proceder à votação da parte deliberativa do voto que acabou de ser lido.

Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.

Peço que me acompanhem num minuto de silêncio.

A Câmara guardou, de pé, 1 minuto de silêncio.

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