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I SÉRIE — NÚMERO 153

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O preço da liberdade é a eterna vigilância, como nos ensinaram tantos líderes políticos. Esta Comissão, com

as suas dificuldades, limitações e vicissitudes, honrou o Parlamento e valorizou a democracia. Foi vigilante.

Por isso, e sem querer ser muito repetitivo, quero, uma vez mais, saudar todos os grupos parlamentares

representados nesta Comissão, todos, sem exceção. As democracias não sobrevivem sem lealdade entre

adversários e sem diálogo quanto às regras do jogo parlamentar.

Deixo um agradecimento aos Deputados desta Comissão, entre os quais o primeiro Presidente, a quem

sucedi, pela qualidade do debate, pelo exercício permanente do contraditório, pelo respeito interpares e pela

recondução do funcionamento da Comissão à sua vocação institucional.

Agradeço também aos serviços da Assembleia pelo seu sentido institucional, pela forma empenhada e

profissional como trataram todo o acervo reunido e por todo o apoio prestado.

Em meu nome, e penso que em nome de todo o País, o meu muito obrigado.

Para a história fica o relatório final, que pode e deve ser alvo de todas as análises. Foram para isso as mais

de 190 horas em sala de trabalho, as 46 audições, os 101 requerimentos, os 13 pedidos de inquirição por escrito,

as 416 questões e solicitações de documentação e as 17 reuniões de Mesa e Coordenadores. Não são apenas

números, não são apenas episódios de uma saga, é, sim, serviço à democracia e ao País.

O Sr. Paulo Rios de Oliveira (PSD): — Muito bem!

O Sr. António Sales (PS): — Hoje, os cidadãos estão mais habilitados e capacitados para fazerem a sua

própria análise crítica.

Hoje, os cidadãos sabem que a TAP não pode estar refém de estados de alma nem depender de ciclos

políticos, e sabem que defender a TAP é defender o interesse nacional.

Hoje, os portugueses sabem bem da real importância estratégica da companhia aérea na economia do País,

no serviço que presta à diáspora, na relevância que tem para o turismo, nas exportações que privilegia e no

número de pessoas que transporta e emprega.

Deixo uma palavra de apreço muito particular e de agradecimento aos trabalhadores da TAP. O trabalho da

CPI encerra agora, mas a TAP não.

Com as conclusões do relatório e da presente apreciação parlamentar, é tempo de virar a página, aprender

com os erros, reconhecer o mérito do que está bem, definir e afinar as rotas e colocar a companhia aérea a voar

cada vez mais alto. É isto que o País espera de quem governa, e de nós, Deputados, espera que nunca nos

esqueçamos dessa nossa nobre missão de guardiões permanentes da democracia. Da minha parte,

humildemente, continuarei sempre a dizer «presente».

Termino com um agradecimento final, mas justo, ao Sr. Presidente da Assembleia da República, pelas

condições proporcionadas e pela colaboração constante. Neste momento de luto pessoal, para si e para toda a

família socialista, pela perda de um dos nossos maiores fazedores do Estado de direito, o maior tributo a Luís

Patrão é dar continuidade a esta obra sempre inacabada e em melhoria constante que é a democracia. Afinal,

só é mesmo derrotado quem desiste de lutar.

Muito obrigado, a todas e a todos.

Aplausos do PS, do PCP, do BE, do L e de Deputados do PSD.

O Sr. Presidente: — Para intervir, na condição de Deputada Relatora da Comissão de Inquérito, tem a

palavra a Sr.ª Deputada Ana Paula Bernardo.

O Sr. André Ventura (CH): — Nem devia vir discursar!

A Sr.ª AnaBernardo (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Fui nomeada relatora nesta Comissão

Parlamentar de Inquérito à Tutela Política da Gestão da TAP, função que assumi com total empenho, dedicação

e isenção.

O Sr. Pedro dos Santos Frazão (CH): — Isenção?!

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