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I SÉRIE — NÚMERO 153

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Tal como temos vindo a afirmar e tal como o PCP, aliás, propôs desde o primeiro momento, esta CPI podia

e devia ter ido mais longe, mas valeu a pena. Hoje, é mais claro que a TAP precisa de uma gestão pública muito

diferente da que tem tido, uma gestão que perceba o que é uma empresa pública e para o que deve servir: para

criar emprego de qualidade, para dar o exemplo no rigor e na transparência, para cumprir interesses estratégicos

como a coesão territorial, a ligação à diáspora, o desenvolvimento económico e a garantia de ligações aéreas

estratégicas.

O PCP fez a diferença neste processo com o trabalho coletivo, o foco no essencial, o compromisso

permanente e inabalável com o interesse público. Podem continuar a contar com o PCP para fazer a diferença

em defesa da TAP, dos seus trabalhadores e da soberania nacional.

Aplausos do PCP.

O Sr. Presidente: — Tem agora a palavra para uma intervenção o Sr. Deputado Bruno Aragão, do Grupo

Parlamentar do PS.

O Sr. André Ventura (CH): — Devia ser o António Costa a falar!

O Sr. Filipe Melo (CH): — Ou o Eurico, a pedir desculpa!

O Sr. Bruno Aragão (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Aqui chegados, o que podemos

concluir?

Em primeiro lugar, que, de facto, entre o ponto de partida e o momento final, não há muitas diferenças. Talvez

o dr. Abílio Quaresma, médico sem clínica, decifrador de charadas, personagem das Novelas Policiárias de

Fernando Pessoa tivesse razão: «Os factos são cousas duvidosas. Contra argumentos não há factos.»

Essa é, em grande medida, a história desta Comissão de Inquérito: contra argumentos não houve factos.

Aplausos do PS.

Protestos do Deputado da IL Carlos Guimarães Pinto.

Isso vê-se, Sr. Presidente, na forma como quase sempre, ou muitas vezes, as perguntas se transformaram

em respostas. O tom acusatório e quase inquisitorial de muitas dessas perguntas fez, durante meses, muita

narrativa.

O Sr. Filipe Melo (CH): — Devias ter vergonha de dizer isso!

O Sr. Bruno Aragão (PS): — Esta é a primeira conclusão, que não podemos deixar de tirar.

O Sr. Filipe Melo (CH): — Mete isso no relatório!

O Sr. Bruno Aragão (PS): — Várias linhas vermelhas foram ultrapassadas e, no fim de tudo, caber-nos-á

também fazer essa avaliação.

Mas o que mais importa — o que mais nos importou sempre — é discutir a TAP, e a grande conclusão desta

Comissão de Inquérito foi a única que não precisou de ser votada, mas que não era clara no início. A TAP é

uma empresa de base nacional fundamental e, no início, não era essa, seguramente, a conclusão que todos os

partidos tiravam.

Aplausos do PS.

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Então não a privatizem!

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