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I SÉRIE — NÚMERO 19

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Só quem não tem noção das dificuldades que os trabalhadores e o povo enfrentam pode ter como política o adiamento das respostas e soluções necessárias.

Proteger o futuro, a segurança social, não se faz com isenções da TSU, que só servem para alimentar os lucros do grande patronato e desproteger os trabalhadores.

Vozes do PCP: — Muito bem! A Sr.ª Paula Santos (PCP): — A garantia de reformas dignas e o reforço das prestações sociais passam

pela criação de emprego com direitos, pela valorização dos salários — melhores salários hoje, serão melhores reformas amanhã — e pela diversificação das fontes de financiamento da segurança social.

Vozes do PCP: — Muito bem! A Sr.ª Paula Santos (PCP): — A política de direita, que a maioria absoluta do PS tomou nas suas mãos,

tirou o discurso aos partidos à sua direita, que revelaram dificuldades acrescidas no debate, recorrendo sistematicamente a elementos de distração para ocultar o seu acordo com o favorecimento dos grupos económicos e das multinacionais.

O Sr. Bruno Dias (PCP): — É um facto! A Sr.ª Paula Santos (PCP): — Viu-se alguma indignação do PSD, da Iniciativa Liberal ou do Chega com o

fim da contribuição extraordinária sobre os lucros do setor energético ou da grande distribuição? Protestos do Deputado do CH Pedro dos Santos Frazão. Ou viu-se alguma indignação com o alargamento dos benefícios fiscais para as grandes empresas? PSD, Iniciativa Liberal e Chega trouxeram, novamente, a conversa sobre a brutal carga de impostos.

Fazem-no, não preocupados por a tributação ser elevada sobre os trabalhadores ou sobre as micro, pequenas e médias empresas, mas porque o que verdadeiramente querem é a redução dos impostos para as grandes empresas.

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Exatamente! A Sr.ª Paula Santos (PCP): — Como porta-vozes dos grupos económicos, provavelmente só descansarão

quando o capital não pagar 1 € que seja de imposto. O Sr. Pedro Pinto (CH): — Isto é absurdo! A Sr.ª Paula Santos (PCP): — Continuam a promover a ilusão, para enganar as pessoas, que é por via da

redução dos impostos que passam a ter mais salário. O Sr. Pedro Pinto (CH): — Como é que é possível?! A Sr.ª Paula Santos (PCP): — Mais salário exige mesmo o aumento do seu valor. Esta operação dos partidos de direita tem como objetivo promover mais injustiças fiscais, degradar serviços

públicos para avançar com a sua privatização e conter o aumento dos salários. O Sr. Bruno Dias (PCP): — Exatamente! A Sr.ª Paula Santos (PCP): — Sr. Presidente, em vez de um Orçamento que mantém baixos salários e

pensões, o que é preciso é valorizar os salários e as pensões.

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