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I SÉRIE — NÚMERO 31

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Finalmente, não ouvi isso na sua intervenção, mas gostaria de perceber se se defende que deva haver um cessar-fogo, porque se há violações do direito internacional e se há crimes de guerra, eles devem cessar e, para isso, é preciso um cessar-fogo. Gostaria, pois, de perceber a sua posição sobre este assunto.

O Sr. Presidente (Adão Silva): — Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado Alexandre Poço. Dispõe

ainda de 48 segundos. O Sr. Alexandre Poço (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, Sr. Deputado Rui Tavares, fiz

questão de salientar aquele tópico inicial, na minha intervenção, porque entendo que nenhum partido tem o exclusivo da preocupação sobre os temas. É que o Sr. Deputado passou a tarde toda a gabar-se de que, se não fosse o Livre, este assunto nunca seria discutido.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — É verdade! O Sr. Alexandre Poço (PSD): — Sr. Deputado, este assunto nunca seria discutido nos termos do projeto de

resolução do Livre, mas, nos termos da nossa preocupação com este conflito, o PSD teve o cuidado de agendar um debate sobre a matéria no passado mês de outubro, e, por isso, deixámos claro, então como agora, alguns compromissos que para nós são essenciais.

Nós entendemos que um Estado, quando é atacado, tem o legítimo direito a defender-se. Dissemos, também, que todos os reféns deviam ser...

Protestos do L. O Sr. Pedro Pinto (CH): — Deixa ouvir, é sempre a mesma coisa! O Sr. Alexandre Poço (PSD): — Ó Sr. Deputado Rui Tavares, eu fiquei calado a ouvi-lo. Só está a fazer

aquilo que está sempre a criticar nos outros. Aplausos do PSD. Nós dissemos algumas coisas com as quais concordámos num texto que teve o apoio maioritário desta Casa:

condenar o terrorismo, reconhecer que aqueles que são atacados têm o direito a defender-se, e que têm o direito a defender-se de acordo com a lei internacional. E, portanto, o que é que isto significa? Que devem minimizar ao máximo o número de perdas civis e de pessoas que são afetadas por uma situação de guerra, que é o que está neste momento a acontecer.

A Sr.ª Joana Mortágua (BE): — E se não minimizarem?! O Sr. Presidente (Adão Silva): — Tem de concluir, Sr. Deputado. O Sr. Alexandre Poço (PSD): — Termino, Sr. Presidente. Também salientámos preocupações como a devolução imediata de todos os reféns e a garantia de que a

Faixa de Gaza tinha um apoio humanitário que chegasse efetivamente à população, e que não ficasse esse apoio nas mãos de organizações terroristas e de terroristas que impedem que o mesmo chegue à população. Esta foi a posição do PSD: respeito pelo direito internacional, respeito pelas pessoas e minimização de perdas civis. Foi esta e continuará sempre a ser esta a nossa posição.

Aplausos do PSD. O Sr. Presidente (Adão Silva): — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Pedro Pessanha, do

Grupo Parlamentar do Chega.

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