O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 9

52

A Sr.ª Ana Oliveira (PSD): — … porque não nos parece boa prática ser o Parlamento a criar regras específicas para a questão das carreiras profissionais e pelo facto de estarmos perante a iminência do início de

um processo negocial entre o Governo e os sindicatos desta área, nomeadamente da enfermagem.

Apelamos, assim, ao bom senso de todos nestas questões tão importantes e estruturantes, reforçando a

mensagem de que caberá ao novo Governo, assim como, em particular, à Sr.ª Ministra da Saúde uma

negociação entre todas as partes envolvidas neste processo, conduzindo a um caminho que trará, certamente,

decisões justas para os profissionais de saúde, como é o caso dos enfermeiros, mas, sobretudo, para o benefício

de todos os portugueses.

Aplausos do PSD.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Mário Amorim Lopes, do Grupo Parlamentar da Iniciativa Liberal, que dispõe de 3 minutos.

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Sr. Presidente. Sr.as e Srs. Deputados: Podem existir hospitais EPE (entidades públicas empresariais) ou PPP (parcerias público-privadas), centros de saúde, unidades de saúde

familiar (USF) A, B ou C, unidades de cuidados à comunidade, agrupamentos de centros de saúde ou unidades

locais de saúde. Pode existir isto tudo, mas não existem cuidados de saúde sem enfermeiros.

Os enfermeiros são um pilar fundamental de qualquer sistema de saúde, são muitas vezes o primeiro e

continuado contacto com os pacientes. Os enfermeiros providenciam apoio assistencial e, não raras vezes,

apoio emocional também. Quais anjos da guarda, enquanto os pacientes recuperam, os enfermeiros trabalham.

É chegada pois a hora de dignificar a profissão de enfermagem no contexto do Serviço Nacional de Saúde,

e não será certamente com jogos da Champions, mas de uma forma séria.

Enquanto noutros países há equipas clínicas a serem lideradas por enfermeiros, em Portugal, os enfermeiros

têm uma carreira virtualmente inexistente e uma ainda escassa valorização da sua diferenciação. Eles não têm,

sobretudo, uma remuneração condigna com a sua importância organizacional e social. Não é somente uma

questão da mais elementar justeza equiparar a carreira de enfermagem à de técnico superior da Administração

Pública, como é uma obrigação.

Mas podemos e devemos ser mais ambiciosos, à semelhança do que acontece em países como os Países

Baixos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia ou Estados Unidos, onde os enfermeiros são mais do que habilitados

para verem as suas competências reforçadas e para verem criada a categoria de enfermeiro de prática

avançada. O enfermeiro de prática avançada tem competências alargadas e pode ser um importante auxílio nos

cuidados primários, desonerando os médicos de medicina geral e familiar, para se poderem dedicar a tarefas

mais especializadas.

Por outro lado, estando em discussão as carreiras profissionais, esta é também uma oportunidade para

trazermos a Administração Pública para o século XXI, incorporando uma componente de remuneração variável

em função de critérios de performance e de valor em saúde, generalizando o que já acontece nas USF de

modelo B.

Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, se devidamente implementado, os enfermeiros especialistas e os

enfermeiros de prática avançada poderão finalmente criar uma carreira digna e devidamente remunerada — é

isso que está aqui em causa hoje —, um custo orçamental de curto prazo com retorno económico de médio

prazo e, sobretudo, com um reconhecimento mais do que justo, que já tarda, do seu esforço e dedicação.

Aplausos da IL.

O Sr. Presidente: — Para intervir, tem a palavra a Sr.ª Deputada Eurídice Pereira, do Partido Socialista.

A Sr.ª Eurídice Pereira (PS): — Sr.ª Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Em nome do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, dirijo aos peticionários as nossas saudações e uma palavra de apreço pela iniciativa. A

participação cidadã é fundamental à democracia representativa, pelo estímulo ao debate plural. Agradecemos,

portanto, o envolvimento que tiveram.

Sr.as e Srs. Deputados, a petição que hoje abordamos transita da anterior Legislatura e fui dela relatora, o

que me permite testemunhar como positivo ter sido possível sistematizar o que a Associação Sindical

Páginas Relacionadas
Página 0030:
I SÉRIE — NÚMERO 9 30 Protestos do CH e contraprotestos do PS.
Pág.Página 30
Página 0031:
24 DE ABRIL DE 2024 31 Aplausos do CH. Sabem que contam connosc
Pág.Página 31
Página 0032:
I SÉRIE — NÚMERO 9 32 A Sr.ª Rita Matias (CH): — … certificados sanitários,
Pág.Página 32
Página 0033:
24 DE ABRIL DE 2024 33 Protestos do CH. O Sr. Presidente: — Sr.
Pág.Página 33
Página 0034:
I SÉRIE — NÚMERO 9 34 O Sr. Fabian Figueiredo (BE): — Muito bem! Pro
Pág.Página 34
Página 0035:
24 DE ABRIL DE 2024 35 O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, gostava de poder
Pág.Página 35
Página 0036:
I SÉRIE — NÚMERO 9 36 O Sr. António Filipe (PCP): — É essa a posição que, do
Pág.Página 36
Página 0037:
24 DE ABRIL DE 2024 37 O Sr. Pedro Pinto (CH): — E o Livre! A Sr.ª Mariana
Pág.Página 37
Página 0038:
I SÉRIE — NÚMERO 9 38 O Sr. Miguel Guimarães (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as
Pág.Página 38
Página 0039:
24 DE ABRIL DE 2024 39 todos os peritos, pode e deve ouvir todos os partidos políti
Pág.Página 39
Página 0040:
I SÉRIE — NÚMERO 9 40 A principal lição internacional retirada da pan
Pág.Página 40
Página 0041:
24 DE ABRIL DE 2024 41 Protestos do CH. … a nossa maior realização col
Pág.Página 41
Página 0042:
I SÉRIE — NÚMERO 9 42 Primeira resposta necessária: limitações à liberdade.
Pág.Página 42
Página 0043:
24 DE ABRIL DE 2024 43 O Sr. Bruno Nunes (CH): — O que é que tu chamas de dever cív
Pág.Página 43
Página 0044:
I SÉRIE — NÚMERO 9 44 A Sr.ª Rita Matias (CH): — E na Suécia?! O Sr.
Pág.Página 44
Página 0045:
24 DE ABRIL DE 2024 45 A Sr.ª Inês de Sousa Real (PAN): — Por outro lado, não nos p
Pág.Página 45
Página 0046:
I SÉRIE — NÚMERO 9 46 Se fosse sobre transparência, saberíamos porque é que
Pág.Página 46