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I SÉRIE — NÚMERO 10

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Sr. Ministro, não leve a mal, mas eu vinha devolver-lhe a literatura. Não só é desinteressante como é

absolutamente inútil para o debate parlamentar.

Vozes do BE: — Muito bem!

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Há uma lei para cumprir!

A Sr.ª Mariana Mortágua (BE): — Por isso, vinha devolver-lhe a literatura e, modestamente, sugerir que o Governo voltasse à Assembleia da República daqui uns dias, com os quadros económicos das suas políticas.

É nesse sentido que vai o projeto de resolução do Bloco de Esquerda.

Aplausos do BE.

A Sr.ª Presidente (Teresa Morais): — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Mário Amorim Lopes, do Grupo Parlamentar da Iniciativa Liberal. Faça favor.

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Sr.ª Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, Sr. Ministro das Finanças: Estamos aqui hoje a discutir um documento que é caduco, como, aliás, admitiu na sua intervenção, o que não

é necessariamente mau, porque esse documento caduco refletia o modelo de crescimento económico que

advinha do anterior Governo do Partido Socialista, e o historial do Partido Socialista, no que a isso diz respeito,

não é particularmente famoso.

O Sr. Hugo Soares (PSD): — Concordamos todos!

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Há 30 anos que não crescemos, estamos estagnados.

Vozes doPS: — Falso!

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Parece-me que não é alheio a isto o facto de, em 22 dos 28 anos, ter sido precisamente o Partido Socialista a governar.

Vozes doPS: — Falso! Menos! Havias de ter estado cá!

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Portanto, o País…

Protestos do PS.

Srs. Deputados, estão na oposição agora, e estão muito bem. O Governo mudou, melhorou.

Vozes doPS: — Só se for para ti!

Protestos do PS.

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Isto não é particularmente um elogio, porque a base de comparação não era propriamente famosa, mas agora temos uma oportunidade de mudar, efetivamente.

E é essa a questão que levantamos aqui hoje, nesta Câmara. Nós, de facto, precisamos de crescer,

precisamos de um País que cresça, porque é só dessa forma que se aumentam os salários, que se aumentam

as pensões.

Portanto, temos de ter um conjunto de medidas que coloquem o País a crescer. O facto de não precisarmos

de atualizar o cenário macroeconómico neste Programa de Estabilidade não inviabiliza esse debate. É preciso,

de facto, conseguirmos debater, e essa é a hora, quais são as medidas que poderão colocar Portugal a crescer.

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