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26 DE ABRIL DE 2024

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Vozes do PSD: — Muito bem!

Protestos do PS.

O Sr. João Vale e Azevedo (PSD): — … quando lhes veem retirados os abonos de família ou o apoio no ensino superior.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Os senhores não percebem que tiram confiança quando apresentam pacotes de Mais Habitação. Os

senhores não percebem que não dão um novo impulso à internacionalização, não dão um novo impulso ao

crescimento, quando não mexem na justiça económica, quando não reformam os processos de insolvência,

quando não aprofundam o mercado de capitais através de novas soluções de capital de risco. Nada disto o PS

aprendeu.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

O Sr. Presidente: — Para um pedido de esclarecimento, tem a palavra o Sr. Deputado Mário Amorim Lopes, da Iniciativa Liberal.

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, a Sr.ª Deputada Jamila… — peço desculpa, falhou-me o apelido — Pereira. A Deputada Jamila Pereira…

Vozes do PS: — Madeira!

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Peço desculpa, não me crucifiquem — Jamila Madeira. Sr.ª Deputada Jamila Madeira, em minha defesa, sou disléxico.

Voltando ao essencial, a Sr.ª Deputada Jamila Madeira fez aqui uma intervenção muito efusiva a propósito

de um país, um país que cresce, quando Portugal tem tido crescimentos medíocres, foi ultrapassado por todos

os países da Europa de Leste, e quando, agora, outros países, entretanto, recuaram um pouco porque têm uma

guerra no seu quintal, às suas portas.

Falou de um país onde houve um estrondoso investimento público, quando tivemos anos e anos e anos de

cativações e, portanto, não houve execução de despesa pública, de investimento público nenhum.

Falou de um país onde houve imenso investimento público: aumento de 43 %, 2015, está orçamentado até

ao final de 2024, mas quando olhamos para os serviços públicos vemos, enfim, serviços públicos que não

funcionam, saúde que não funciona, alunos sem professores.

Portanto, a questão que tenho para a Sr.ª Deputada Jamila Madeira é: de que país é que estava a falar?

Porque de Portugal não era, de certeza absoluta. Sabemos que o PS há muito desistiu do País. Portugal, para

o PS, está condenado a este fado. É este, enfim, o nosso destino: é sermos um país remediado e periférico do

canto da Europa.

Mas não tem de ser assim. Podemos, de facto, ser um país muito mais rico — haja ambição, haja políticas e

haja políticos para o executar.

A Sr.ª Mariana Mortágua (BE): — Vê-se!

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Não vamos desistir do País…

Protestos do Deputado do BE Fabian de Figueiredo.

… porque não nos revemos em taxas de crescimento de 1,9 % ou de 2 %, que são precisamente as taxas

de crescimento que o Partido Socialista colocou no seu programa eleitoral e que estão neste programa de

estabilidade e crescimento. Portanto, se têm de fazer aqui alguma espécie de, como gostam de dizer, autocrítica,

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