O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 14

42

O Sr. Jorge Pinto (L): — Bem lembrado! A Sr.ª Isabel Mendes Lopes (L): — Ou seja, o centro fica para essas pessoas que conseguem pagar, e

todas as pessoas que trabalham na cidade e que fazem os serviços da cidade moram longe. Quero lembrar que há muitos autarcas do PSD que falam muito da «cidade dos 15 minutos». A «cidade dos

15 minutos» é um conceito que o Livre acarinha muito, porque é muito importante nós morarmos ao pé do sítio onde trabalhamos e termos comunidade com todas as pessoas que trabalham e moram naquele sítio.

No entanto, uma «cidade dos 15 minutos» só é uma verdadeira «cidade dos 15 minutos» se todas as pessoas estiverem a trabalhar ao pé de sua casa,…

O Sr. Jorge Pinto (L): — Pois é! A Sr.ª Isabel Mendes Lopes (L): — … se a pessoa que serve no café morar ao pé do café onde trabalha,

se a pessoa que trabalha numa casa, que faz trabalho doméstico numa casa, morar ao pé do sítio onde trabalha. Portanto, aquela não é uma visão da «cidade dos 15 minutos» de todo. É uma visão que traz uma grande

desigualdade para as cidades e que nem sequer é justa para as próprias cidades, porque as cidades vivem da diversidade das pessoas que nelas habitam.

Portanto, a minha pergunta é a seguinte: é esta a visão de cidade do PSD? A de que quem não conseguir pagar, vá então morar longe?

Aplausos do L. O Sr. Presidente: — Para responder, dou a palavra à Sr.ª Deputada Margarida Saavedra. A Sr.ª Margarida Saavedra (PSD): — Sr. Presidente, vou ser breve. Srs. Deputados, se lerem com atenção,

nós temos aqui um projeto de resolução e, se os senhores lerem ainda com mais atenção, verificam que sim, temos um choque que pretende minimizar o problema da habitação em Portugal.

Vozes do PSD: — Muito bem! A Sr.ª Margarida Saavedra (PSD): — Há um choque que não aceitamos: é a guerra constante entre

inquilinos e proprietários, da qual ninguém sairá beneficiado. Aplausos do PSD e do CDS-PP. O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Muito bem! A Sr.ª Margarida Saavedra (PSD): — Acreditamos que o problema da habitação se resolverá numa relação

de benefício para ambos, numa relação que se chama «simbiótica». Srs. Deputados do PS, não podia deixar de vos dizer uma coisa. Face aos grandes PowerPoint que os

senhores mostraram, face às grandes promessas que os senhores fizeram e face aos miseráveis resultados que os senhores apresentaram, só me ocorre uma frase do Prof. Gentil Martins, que era a seguinte: «Uma grande operação não pode ser considerada um sucesso, por mais alardeada que seja, por mais brilhante que seja, quando culmina na morte do doente.»

Aplausos do PSD. O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, dou a palavra ao Sr. Deputado Paulo Núncio, do Grupo

Parlamentar do CDS-PP. Dispõe de 3 minutos e 39 segundos, com 15 segundos de tolerância, que agradeço que sejam terminados antes do «vou terminar, Sr. Presidente; vou terminar, Sr. Presidente; vou terminar, Sr. Presidente».

Páginas Relacionadas