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17 DE MAIO DE 2024

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O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, dou a palavra à Sr.ª Deputada Patrícia Carvalho, do Chega. Dispõe de 5 minutos.

A Sr.ª Patrícia Carvalho (CH): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: Quero começar por agradecer, em nome

do Grupo Parlamentar do Chega, aos peticionários, por terem tido a coragem de sair em defesa do Jardim da Parada.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem! A Sr.ª Patrícia Carvalho (CH): — O Jardim da Parada é um dos locais mais emblemáticos de Campo de

Ourique. É emblemático pela sua beleza, mas especialmente pela sua riqueza natural e social. É também no Jardim da Parada que muitas crianças brincam, que é exatamente o que se pretende para um crescimento saudável dos mais novos. É também no Jardim da Parada que encontramos um parque infantil, um lago com patos, um coreto, várias mesas e cadeiras. E é nestas mesas e cadeiras que os idosos de Campo de Ourique se juntam a conversar diariamente, como forma de combater a solidão a que muitos estão sujeitos devido à sua idade avançada. É também aqui que os pais passeiam os seus filhos, aproveitando as sombras que as árvores classificadas proporcionam.

No entanto, os moradores de Campo de Ourique foram confrontados com a decisão do Metropolitano de Lisboa e da junta de freguesia de construir a nova estação da Linha Vermelha do metro ali mesmo, por baixo do jardim.

A Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza) já se pronunciou sobre esta decisão, dizendo que a construção desta nova estação de metro altera as condições edáficas do solo, coloca em risco todas as árvores existentes no jardim e é incompatível com o desenvolvimento radicular de árvores de grande porte.

A par do impacto ambiental, existe também o impacto social. Onde vão ficar os nossos idosos? Fechados em casa, durante os três anos em que é expectável que decorram as obras? Como é que vão conseguir sair para ir à farmácia ou à padaria? E as crianças?

Aplausos do CH. E as crianças, onde é que vão brincar? E os moradores, como é que vão viver, durante três anos, com o

ruído e os condicionamentos causados pelas obras? Srs. Deputados, defender o ambiente é também defender uma noção de território, é criar e fortalecer o vínculo

sentimental das pessoas em relação ao seu território. É exatamente isso que os peticionários estão hoje aqui a fazer, e é por isso que merecem todo o nosso respeito e merecem ser ouvidos com atenção e ver as suas preocupações serem tidas em conta.

Por tudo isto, e porque acreditamos que a democracia é feita com todos e para todos, o Chega defende uma maior flexibilidade por parte do Metropolitano de Lisboa e da junta de freguesia, para ouvir as preocupações dos moradores e levar a cabo uma análise aprofundada à possibilidade de se proceder à alteração da localização da estação de metro. Até porque as obras, que já deveriam ter começado no início do ano, ainda não arrancaram. Por isso, faz todo o sentido aproveitar este atraso para discutir abertamente com os moradores de Campo de Ourique, porque, no final das contas, são eles quem mais ordena.

Aplausos do CH. O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, dou a palavra à Sr.ª Deputada Joana Cordeiro, da Iniciativa

Liberal. A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Começo por cumprimentar os mais de

8000 subscritores desta petição, na pessoa da sua primeira subscritora, Suzana Maria de Jesus Marques, e por agradecer o facto de terem trazido esta petição ao Parlamento português.

Já há alguns anos que a decisão sobre a construção da nova estação de metro de Campo de Ourique tem sido discutida na cidade de Lisboa, uma estação cuja construção é fundamental, assim como seria fundamental

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