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I SÉRIE — NÚMERO 18

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Aplausos do PSD. E exatamente por ser um ponto de referência e um ponto de grande sucesso, aconteceu que nas ruas

confinantes com o Jardim da Parada se foram abrindo estabelecimentos comerciais que vivem, e vivem florescentemente, desta proximidade.

Ora, a Metro propõe-se fazer o arranque de várias árvores centenárias e amputar em 15 % a área do jardim, com acessos, superfícies impermeabilizadas e zonas de circulação que vão destruir este equilíbrio. É certo que o metro circula a uma profundidade de 35 m, mas não confundamos a estação do metro com os acessos, porque o problema dos acessos é exatamente — como eles vão ter à superfície, como não podia deixar de ser —as escadas que dão acesso ao Jardim da Parada que vão fazer com que ele seja amputado nos dois lados. Essa amputação, obviamente, colide com a promessa de preservar as árvores, dado que, apesar de a 35 m não chegar às raízes, ao lado, a 1 m, têm de cortar as raízes laterais. Se não mata as árvores, pelo menos causa-lhes um grande desequilíbrio, o que leva, obviamente, à sua retirada.

O Sr. Presidente: — Para terminar, Sr.ª Deputada… A Sr.ª Margarida Saavedra: — (PSD): Peço imensa desculpa, Sr. Presidente. Não confundamos a estação com as saídas. Ora, nós não concordámos e discordámos sempre, mas venho

aqui lembrar uma coisa: esta proposta foi aprovada pelo PS, coligado com o Bloco de Esquerda, na câmara. Aplausos do PSD. Foi aprovada por um Governo socialista, com maioria, e por uma câmara socialista. E agora o PSD vai

receber esta terrível herança. O Sr. Presidente: — Muito obrigado, Sr.ª Deputada, já se compreendeu. A Sr.ª Margarida Saavedra: — Foram os senhores que fizeram com que estivéssemos aqui hoje! Aplausos do PSD. O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, dou a palavra à Sr.ª Deputada Inês de Sousa Real, do PAN. A Sr.ª Inês de Sousa Real (PAN): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Começo por cumprimentar

também, e saudar, os peticionários, porque não nos podemos esquecer que, apesar de concordarmos não só com o princípio da expansão da rede metropolitana e a importância que tem para a descarbonização, mas também para melhorar o dia a dia das pessoas que vivem nas cidades, é fundamental que a expansão da Linha Vermelha seja feita em conjugação com a preservação do património histórico e natural da nossa cidade. E, nesse sentido, o traçado não só deveria ter aqui uma conjugação diferente, mas, não sendo possível a este tempo, tem de se mitigar aquilo que possa ser o impacto no património natural e no património histórico.

Falamos da Casa de Goa ou do Baluarte do Livramento, que vão ser destruídos por força desta expansão. Falamos do impacto da maquinaria pesada, que vai ficar durante dois anos no Jardim da Parada, pondo em risco não só a preservação deste espaço, mas também de um jardim que é pioneiro na cidade de Lisboa, que foi plantado em 1884 e tem árvores classificadas. Estamos a falar de uma grande importância social para o bem-estar e qualidade de vida das populações, tendo em conta o local de convívio diário, seja entre a população idosa, seja entre as crianças, promovendo também, assim, o convívio intergeracional.

O PAN vai, por isso mesmo, acompanhar a iniciativa que visa assegurar a proteção do Jardim da Parada, porque queremos garantir, do ponto de vista da biodiversidade e da proteção natural, que preservamos os espaços verdes na nossa cidade.

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