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I SÉRIE — NÚMERO 21

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públicos? É aumentarmos os atrasos dos serviços públicos? É contratar mais funcionários, só para colmatar

este problema de reduzir os horários?

É também de notar que no projeto-piloto que foi realizado as pessoas só estariam dispostas a voltar aos

cinco dias de semana de trabalho com um aumento de 20 % do vencimento, ou seja — e é aqui que pretendemos

chegar —, as pessoas precisam é de dinheiro no bolso! É só com dinheiro no bolso, com o aumento dos salários,

que as pessoas ficam felizes. E o que é que é preciso para o aumento do salário? É o aumento da produtividade.

Aplausos de Deputados do CH.

Sr. Presidente, Srs. Deputados, sabemos da aversão da esquerda ao trabalho…

O Sr. Pedro Pinto (CH): — É verdade!

Protestos do Deputado do PS Miguel Matos.

O Sr. João Ribeiro (CH): — … mas só conseguimos crescer e receber mais com trabalhadores mais realizados e mais motivados. A expressão é «mais e melhor», não é «menos».

Parece que a família feliz que é procurada pela esquerda é aquela em que não se trabalha, mas também

não há dinheiro para a habitação, não há dinheiro para a alimentação, não há dinheiro para o lazer, não há

dinheiro para nada.

Aplausos do CH.

Haverá áreas profissionais onde essas medidas são positivas e a lei portuguesa também não proíbe as

empresas de adotarem uma semana de quatro dias, três dias, dois dias — o que convier à empresa e aos

trabalhadores —, mas sempre tendo como finalidade o aumento da produtividade e a realização pessoal de

cada um.

O Sr. Jorge Pinto (L): — Mas muitas vezes não o fazem!

O Sr. João Ribeiro (CH): — Mas queremos nós, nesta Casa, obrigar as empresas a seguir esse caminho? É, manifestamente, intervencionismo a mais.

O Sr. Rui Tavares (L): — Mas é por isso que o estudo não era obrigatório!

O Sr. João Ribeiro (CH): — Srs. Deputados, não iludamos os portugueses: só conseguimos uma vida boa com trabalho. E aquilo que hoje nos vêm propor aqui, com a semana de quatro dias, é uma boa vida, que é uma

coisa completamente distinta.

Aplausos do CH.

O Sr. Presidente: — Sr. Deputado, não tem também pedidos de esclarecimento. Vou, assim, passar a palavra ao Sr. Deputado Martim Syder, do PSD.

O Sr. Martim Syder (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Um dos projetos de resolução hoje apresentados aqui, por parte do Bloco de Esquerda, quer que haja uma ingerência direta do Estado no banco

público, na Caixa Geral de Depósitos (CGD),…

Voz do PSD: — Muito bem!

O Sr. Martim Syder (PSD): — … o que não faz qualquer sentido.

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