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I SÉRIE — NÚMERO 27

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Em sétimo lugar, sabemos que os processos de internacionalização têm de ser objeto de escrutínio,

conheceram sérias dificuldades, atrasos e revezes e motivaram a mesa, já presidida por Ana Jorge, à tomada

de decisões extremamente difíceis no momento mais difícil da tesouraria e das finanças da Santa Casa.

Em oitavo lugar, sabemos que as contas passaram a ter números negativos desde 2020, em resultado da

pandemia e da quebra das receitas dos jogos, porque muitos utentes migraram para o online. Mas,

gradualmente, foi possível repor o equilíbrio, até às contas positivas apresentadas no ano de 2023 e também

no primeiro trimestre deste ano.

Em nono lugar, sabemos que estava em marcha um plano de reestruturação com medidas concretas e

impactos significativos, como a renegociação dos acordos com a Segurança Social e a saúde, a eliminação de

dezenas de cargos dirigentes, o emagrecimento do cargo de pessoal, a redução de apoios a áreas fora da

atividade core da Santa Casa e medidas de controlo financeiro interno.

Em décimo lugar, sabemos também que a Santa Casa conheceu um processo de forte exposição negativa

e de paralisia pelo novo Governo, com a demissão abrupta, com estrondo e ainda por explicar cabalmente, da

mesa, com consequências fortes para a imagem da Santa Casa.

O Sr. Tiago Barbosa Ribeiro (PS): — É verdade!

O Sr. Miguel Cabrita (PS): — Este foi um processo político mal conduzido, com danos reputacionais sérios

para a entidade e para os visados, cujos contornos e consequências terão também de ser objeto de escrutínio.

Por fim, sabemos que as entidades sociais têm e terão exigências crescentes à sua ação, em particular em

contextos urbanos, mas também sabemos que, apesar de tudo, de todos os desafios e de todas as dificuldades,

a Santa Casa nunca deixou de assumir as suas responsabilidades e de cumprir o seu papel na área social,

como, aliás, ainda há poucos meses, Carlos Moedas dizia publicamente.

O Sr. Tiago Barbosa Ribeiro (PS): — Bem lembrado!

O Sr. Miguel Cabrita (PS): — Sr.as e Srs. Deputados, com estas premissas, com este enquadramento, o PS

não deixará de se empenhar naquilo que esperamos que venha a ser o desígnio de todos.

O Sr. Presidente: — Quinze segundos, Sr. Deputado.

O Sr. Miguel Cabrita (PS): — Concluirei, Sr. Presidente.

O desígnio de todos deve ser o apuramento dos factos com transparência, lisura e elevação, de modo a

contribuir para o prestígio, para a credibilidade e para a imagem da Santa Casa e também do Parlamento.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — O Sr. Deputado tem um pedido de esclarecimento do Sr. Deputado André Ventura, mas

não tem tempo para responder ao dito.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Ele vai-se embora!

O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado André Ventura.

O Sr. André Ventura (CH): — Sr. Presidente, com a concordância da liderança da bancada do Chega,

gostava de atribuir 20 segundos do Chega para que o Sr. Deputado possa responder.

O Sr. Presidente: — Sr. Deputado, 20 segundos chegam para 3 segundos e 3 segundos com 1 segundo de

tolerância dá 4.

O Sr. João Paulo Rebelo (PS): — Tem de abrir os cordões à bolsa!

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