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21 DE JUNHO DE 2024

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O Sr. André Ventura (CH): — Quarenta segundos, Sr. Presidente.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra, Sr. Deputado André Ventura, para formular o pedido de esclarecimento.

O Sr. André Ventura (CH): — Sr. Presidente, Sr. Deputado, ouvi a sua intervenção com muita atenção, mas

gostava que o Partido Socialista assumisse aqui parte da responsabilidade pelo que tem acontecido na Santa

Casa de Lisboa.

Gostava de lhe perguntar se acha que isto é normal, se haver 500 chefias numa instituição como a Santa

Casa é normal.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

O Sr. André Ventura (CH): — Se conhece alguma instituição com a dimensão da Santa Casa…

Protestos do Deputado do PS Miguel Cabrita.

Se conhecer, diga-nos; é que eu não conheço mais nenhuma. Inclusive, alguns têm como chefes uma pessoa

e têm como funcionários zero.

Risos do Deputado do CH Pedro Pinto.

Ou seja, eles são os melhores chefes do mundo, são só eles próprios e mais ninguém. Não sei como é que

isto foi possível, mas foi possível durante a gestão do Partido Socialista…

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Como sempre!

O Sr. André Ventura (CH): — … e era importante o Sr. Deputado fazer um comentário sobre isto.

Sr. Deputado, desculpe, mas, com o respeito que sabe que tenho por si e pela bancada, tenho de lhe

perguntar sobre as nomeações que foram feitas para a Santa Casa da Misericórdia. E a notícia que temos hoje

é esta: o Provedor Edmundo Martinho nomeou Maria da Luz Cabral, de quem era extraordinariamente próximo.

Mas não é só. Depois, a nora e o irmão de Maria da Luz Cabral também foram trabalhar para a Santa Casa. A

nora e o irmão!

O Sr. Pedro Pinto (CH): — É a família toda!

O Sr. André Ventura (CH): — Só falta… nem vou usar a expressão, enfim; só faltam três pessoas.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — E o periquito!

O Sr. André Ventura (CH): — Paulo Pedroso foi nomeado para a Santa Casa, 3700 € por mês. O filho de

Diogo Lacerda Machado — todos sabemos quem é Diogo Lacerda Machado, acho que não é preciso fazer um

desenho — foi trabalhar para a Santa Casa da Misericórdia. E vamos lá ver que até no fim, quando já estava

tudo a desabar, Ana Vitória Azevedo, que era mulher do Secretário de Estado André de Aragão Azevedo,

também foi trabalhar para a Santa Casa.

Ó Sr. Deputado, desculpe lá dizer-lhe isto, mas é mesmo uma santa casa! É a santa casa de toda a gente,

é a santa casa de toda a gente!

Aplausos do CH.

É mesmo uma santa casa!

O Sr. Presidente: — Sr. Deputado, 10 segundos.

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