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I SÉRIE — NÚMERO 28

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A Sr.ª Presidente (Teresa Morais): — A Mesa não regista mais inscrições para este ponto, pelo que

passamos ao ponto seguinte da nossa ordem de trabalhos, que consiste na apreciação da Petição n.º 125/XV/1.ª

(Liga de Amigos do Hospital Arcebispo João Crisóstomo) — Em defesa do Hospital Arcebispo João Crisóstomo

– Hospital de Cantanhede, juntamente com os Projetos de Resolução n.os 120/XVI/1.ª (CH) — Pela reabertura

da Urgência Básica no Município de Cantanhede, 131/XVI/1.ª (PCP) — Pela valorização do Hospital Arcebispo

João Crisóstomo, em Cantanhede, e do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro Rovisco Pais, na

Tocha, 137/XVI/1.ª (BE) — Autonomia e reforço do Hospital de Cantanhede e do Centro de Medicina de

Reabilitação da Região Centro, e 138/XVI/1.ª (L) — Recomenda ao Governo a abertura de uma urgência básica

de funcionamento diário e com horário alargado e a atualização da página de internet do Hospital do Arcebispo

João Crisóstomo.

Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Eliseu Neves, do Grupo Parlamentar do Chega. Faça

favor, Sr. Deputado.

O Sr. Eliseu Neves (CH): — Sr.ª Presidente, cumprimento-a, bem como às Sr.as e aos Srs. Deputados e a

todos os cidadãos que se encontram nas galerias, com especial apreço por todos os cantanhedenses que estão

presentes, a assistir ao debate desta petição.

O Hospital Arcebispo João Crisóstomo fica situado em Cantanhede, o maior concelho do distrito de Coimbra,

com cerca de 40 000 habitantes, residentes, com uma população que quase duplica nas épocas balneares,

dada a proximidade a cinco praias atlânticas e três fluviais.

A área de influência deste hospital, para além do concelho de Cantanhede, também abrange o concelho de

Mira e as freguesias limítrofes dos concelhos de Vagos, Figueira da Foz e Montemor-o-Velho, o que perfaz uma

abrangência demográfica de 60 000 cidadãos.

Outrora, durante várias décadas, teve serviços de maternidade — ginecologia e obstetrícia —, de

internamento de medicina interna, de cirurgia, serviço de urgência de 24 horas e, ainda, ortopedia, cardiologia,

pediatria, otorrinolaringologia, oftalmologia, estomatologia, dermatologia e urologia, estes últimos em regime de

consulta externa, com o apoio de alguns meios complementares de diagnóstico e terapêutica, nomeadamente

serviço de imagiologia e serviço de patologia clínica e eletrocardiografia.

O serviço de urgência do Hospital Arcebispo João Crisóstomo foi encerrado pelo então Sr. Ministro da Saúde

António Correia de Campos, do Governo do PS, em 2007, e, aparentemente, substituído por uma consulta

aberta. Importa referir que, quando a urgência foi encerrada, foi celebrado um protocolo entre o Ministério da

Saúde e o município de Cantanhede para a abertura de uma consulta aberta, sediada no Hospital Arcebispo

João Crisóstomo, mas apenas das 8 às 24 horas.

Durante o período da covid, essa mesma consulta foi encerrada, sem que o município tivesse sido informado.

No processo de transferência de competências, a reabertura foi contemplada, mas sem apoio oportuno de

exames auxiliares de diagnóstico e num formato tão reduzido que não vai ao encontro das reais necessidades

da população.

O município de Cantanhede enviou à Sr.ª Ministra da Saúde um ofício a solicitar a criação de um serviço de

urgência no Hospital Arcebispo João Crisóstomo.

Em virtude de os hospitais centrais da Universidade de Coimbra terem um fluxo de doentes bastante elevado

no serviço de urgências — por motivo de fecho dos hospitais de Viseu e Leiria no período noturno —, é pertinente

a reabertura desta urgência para uma resposta mais eficaz e rápida aos serviços de saúde primários, aliviando,

desta forma, o serviço de urgência do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC), onde, por vezes,

para uma simples suturação, é necessário recorrer aos mesmos, criando congestionamento nas urgências.

Para concluir, é necessário e urgente reabrir um serviço de urgência de proximidade neste hospital.

Aplausos do CH.

A Sr.ª Presidente (Teresa Morais): — Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Paula Santos,

do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português.

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