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I SÉRIE — NÚMERO 31

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O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Sr. Presidente, quero dizer à Deputada Joana Mortágua — que, entretanto, se foi embora — que recusamos sempre discutir a questão do aborto apenas como uma questão de saúde pública.

O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Muito bem! O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Sempre que há um aborto, há a eliminação de uma vida humana. O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Muito bem! O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Daí a posição de hipocrisia e de falta de sensibilidade social do Bloco de

Esquerda, porque despreza e esquece que sempre que há um aborto, há a eliminação de uma vida humana. Protestos do BE e de Deputados do PS. O Sr. Presidente: — Queira terminar, Sr. Deputado. O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Por isso, o CDS será sempre um partido pró-vida e eu serei sempre, até

ao fim da minha vida, um defensor da vida. Aplausos do CDS-PP e de Deputados do CH. O Sr. Presidente: — Tem a palavra, para uma intervenção, a Sr.ª Deputada Rita Matias, que dispõe de

9 segundos e mais 15 segundos de tolerância. A Sr.ª Rita Matias (CH): — Sr. Presidente, em resposta à Sr.ª Deputada Joana Mortágua,… A Sr.ª Joana Mortágua (BE): — Não lhe perguntei nada! A Sr.ª Rita Matias (CH): — … só quero lembrá-la de um pequeno facto: a Sr.ª Deputada não fala por todas

as mulheres! O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem! A Sr.ª Rita Matias (CH): — Olhe bem para a sua bancada: tem 5 Deputados, nós temos 50! Aplausos do CH. Há muitas mulheres conservadoras que se reveem no Chega, que se reveem nesta direita, e não

admitimos que se arrogue a dona das causas das mulheres. Não o é, e trai, consecutivamente, as mulheres. Aplausos do CH. O Sr. Presidente: — Vamos passar à fase de encerramento do debate, sendo que vai usar da palavra o

Sr. Deputado Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, que dispõe de 6 minutos. O Sr. Fabian Figueiredo (BE): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Quero agradecer o contributo de

todas as bancadas para este debate. O relatório das carreiras médicas de 1961, o embrião do que viria a ser o Serviço Nacional de Saúde,

retratava assim a realidade desse tempo em que o público era suplementar à saúde privada e social: «As crianças não têm a mínima assistência, morrem com as doenças mais banais, que alguns comprimidos, uma dieta adequada ou qualquer outro tratamento simples curariam em poucos dias.»

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