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I SÉRIE — NÚMERO 32

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O Sr. Presidente (Marcos Perestrello): — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Bernardo

Pessanha, do Chega.

O Sr. Bernardo Pessanha (CH): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: O PS brinda-nos hoje com um debate

sobre a ferrovia, o mesmo PS que ainda há pouco tempo estava num Governo com maioria absoluta e que

governou os últimos oito anos com todas as possibilidades de ter avançado nesta área.

Vozes do CH: — Muito bem!

O Sr. Bernardo Pessanha (CH): — Importa, por isso, perguntar onde estamos em matéria de ferrovia ao fim

destes anos todos de desgovernação socialista. E a resposta é igual ao que vemos em tantas outras áreas: na

estaca zero, como não podia deixar de ser.

Lembram-se do Eng.º Sócrates, tão elogiado por Pedro Nuno Santos? Também ele anunciou o TGV e outros

projetos para a ferrovia.

O Sr. Filipe Melo (CH): — Bem lembrado!

O Sr. Bernardo Pessanha (CH): — Mas, quanto a factos, muito dinheiro gasto com estudos e zero!

Neste último Governo, desta vez com os discípulos de Sócrates, foi tudo igual: a estudar e a lançar edifícios

legislativos são os campeões, são os reis do PowerPoint, mas no que toca à concretização, nada.

Vozes do CH: — Muito bem!

O Sr. Bernardo Pessanha (CH): — O caso do plano de investimentos Ferrovia 2020 devia fazer corar de

vergonha a esquerda e a extrema-esquerda parlamentar.

Aplausos do CH.

Lançado em 2016, com um valor de investimento de 2,1 mil milhões de euros, deveria ter ficado pronto até

ao final de 2021 — repito, final de 2021, Srs. Deputados —, mas, chegados a março de 2021, apenas 12 % das

obras estavam concluídas. E o que fez o então Ministro das Infraestruturas e atual líder socialista, Pedro Nuno

Santos? Garantiu que o plano Ferrovia 2020 ficaria concluído em 2023, afirmando, numa audição parlamentar,

estar em condições de poder dizer que iria concluir todo o plano Ferrovia 2020 dentro do prazo que estava

projetado de 2023 e que não haveria novos atrasos.

Mas o calvário não acaba aqui: em abril de 2023, verificava-se que apenas 18 % das obras estavam

concluídas, e viemos agora a saber, pela boca do Presidente da Infraestruturas de Portugal, que, em abril de

2024, a conclusão das obras vai em 21 %. Por este andar, nem em 2050 temos as obras prontas.

Veja-se, por exemplo, a Linha da Beira Alta, que liga Coimbra a Vilar Formoso: a principal ligação ferroviária

de Portugal à Europa está a ser a alvo de obras de modernização desde 2019.

Em abril de 2022, o troço entre a Pampilhosa e a Guarda foi encerrado para permitir a realização de trabalhos

sem circulação de comboios, sendo que esta intervenção estava prevista durar nove meses, foi tendo sucessivos

adiamentos, estando agora a sua abertura prevista para o início de 2025.

Talvez o Dr. Pedro Nuno Santos, que não se encontra por aqui, nos pudesse dar uma explicação para todos

estes atrasos e derrapagens. Ou então, pode sempre pedir uma ajuda ao Dr. Medina, seu ex-colega das

Finanças, que também, julgo, não se encontra por aqui,…

O Sr. Gonçalo Lage (PSD): — Também não está!

O Sr. Bernardo Pessanha (CH): — … ou chamar o ex-Ministro Galamba para dar explicações, o mesmo

João Galamba que se gabou da pacificação laboral na CP, onde agora temos contestação. É o resultado da

desgovernação socialista.

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