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4 DE JULHO DE 2024

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Protestos de Deputados do CH e da IL.

O Sr. Gonçalo Lage (PSD): — Sim, sim, 600 camiões!

A Sr.ª Ana Mendes Godinho (PS): — Sim, nós assumimos que é uma forma de coesão territorial a assunção

de discriminação positiva nos territórios que não têm alternativa.

Aplausos do PS.

Com estes investimentos na ferrovia, acima de tudo, transforma-se a vida das pessoas, liga-se o País,

quebra-se a distância, criam-se oportunidades e quebram-se as supostas fatalidades de quem desistiu do País,

como muitas vezes no passado aconteceu.

O Sr. João Torres (PS): — Muito bem!

A Sr.ª Ana Mendes Godinho (PS): — Veja-se a reabertura da Linha da Beira Baixa, em 2021, tão ansiada

pela população que já nem acreditava que fosse possível, num dia que foi histórico em que, como disse na altura

Pedro Nuno Santos, o País fez justiça com o território.

Aplausos do PS.

Veja-se a requalificação da Linha da Beira Alta em curso e, também, a ligação da Concordância das Beiras,

que permitirá transformar toda uma região. Tudo isto feito com estratégia, visão e articulação na política pública,

nomeadamente com o Porto Seco, na Guarda, que permite transformar todo um território em torno também da

captação de investimento. Este é investimento transformador.

Recuperámos muito do tempo perdido e não podemos parar agora. A ferrovia no nosso País tem andado,

nas últimas décadas, num constante para-arranca, conforme os Governos. Sempre que o Governo socialista

esteve no comando, o investimento aconteceu e a rede ferroviária foi requalificada, modernizada, aumentada,

planeada, com ambição e visão.

Protestos da Deputada do PSD Sónia Ramos.

Sempre que a direita esteve no poder, desinvestiu-se na ferrovia, abandonou-se o transporte ferroviário e

encerraram-se linhas, na tradição, aliás, da brutal redução da rede de caminhos de ferro, operada naqueles que

foram os supostos gloriosos anos 80 da direita.

Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, o transporte ferroviário é mesmo o presente e o futuro. O Plano

Ferroviário Nacional tem de avançar e acelerar porque o para-arranca não o pode parar novamente.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Não tenho pedidos de esclarecimento registados. Vou dar a palavra à Sr.ª Deputada

Patrícia Gilvaz, da Iniciativa Liberal. Dispõe de 5 minutos e 25 segundos.

A Sr.ª Patrícia Gilvaz (IL): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Qual a importância de estarmos a

discutir o Plano Ferroviário Nacional para o futuro do nosso País?

O centralismo, que caracteriza muitas das políticas públicas em Portugal, continua a ser um obstáculo

significativo para o progresso das regiões fora da Área Metropolitana de Lisboa. O centralismo, que caracteriza

o nosso País, é um dos responsáveis por não estarmos a seguir um caminho de convergência com a média da

União Europeia. O centralismo, que caracteriza o nosso País, é responsável por não termos um desenvolvimento

harmonioso do território.

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