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5 DE JULHO DE 2024

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«Faleceu Manuel Fernandes, ex-futebolista e treinador, uma verdadeira lenda do Sporting Clube de Portugal

e da Seleção Nacional, deixando um legado inestimável no futebol português enquanto figura emblemática e

inspiradora do futebol português.

Nascido em Sarilhos Pequenos, na Moita, a 5 de junho de 1951, Manuel José Tavares Fernandes despertou

desde muito cedo para o futebol, iniciando a sua carreira no 1.º de Maio Sarilhense, onde rapidamente deu nas

vistas pelo seu talento natural e capacidade goleadora.

Em 1975 foi contratado pelo Sporting Clube de Portugal, atingindo o maior sonho da sua vida e iniciando

uma relação duradoura e frutífera com o clube onde impressionou, desde a sua chegada, com o seu instinto de

golo.

Durante os 12 anos que passou no Sporting, consolidou-se como um dos maiores jogadores da história do

clube, garantindo o título de um dos melhores avançados da história leonina, tendo vestido a camisola verde e

branca em mais de 400 ocasiões onde registou 257 golos.

Ao serviço do Sporting conquistou dois campeonatos nacionais, uma Supertaça e duas Taças de Portugal,

sempre demonstrando uma dedicação e paixão incomparáveis pelo clube que representou e onde se tornou o

ídolo de uma geração, mas onde também serviu enquanto treinador e dirigente, fazendo de Manuel Fernandes

uma das figuras mais importantes da história do clube.

Após ter concluído a carreira como jogador, em 1987, Manuel Fernandes manteve-se ligado ao futebol como

treinador, onde partilhou a sua paixão, experiência e conhecimento do jogo, orientando o Vitória de Setúbal

(onde tinha acabado a sua carreira enquanto jogador), o Estrela da Amadora, o Ovarense, o Sporting, o

Campomaiorense, o Tirsense, o Santa Clara, entre outros, tendo ainda treinado em Angola, no ASA (Atlético

Sport Aviação), de Luanda.

Manuel Fernandes teve também uma carreira significativa ao serviço da Seleção Nacional de Portugal, tendo

representado a equipa das quinas entre 1975 e 1986 em 31 ocasiões, marcando 7 golos.

Assim, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, manifesta o seu profundo pesar e as suas

mais sinceras condolências à família, amigos e colegas pela morte de Manuel Fernandes, o eterno capitão

leonino, reconhecendo a sua dedicação e amor ao Sporting Clube de Portugal, bem como o legado que deixou

no futebol português, cuja influência se estende para além dos relvados, servindo de inspiração para futuras

gerações de jogadores e treinadores.»

O Sr. Presidente: — Vamos votar a parte deliberativa deste projeto de voto.

Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.

De seguida, passamos ao Projeto de Voto n.º 196/XVI/1.ª (apresentado pelo PAR) — De pesar pelo

falecimento de Manuel Alves Cargaleiro.

Para a respetiva leitura, tem a palavra o Sr. Secretário Jorge Paulo Oliveira.

O Sr. Secretário (Jorge Paulo Oliveira): — Sr. Presidente, Srs. Deputados, o projeto de voto é do seguinte

teor:

«Manuel Alves Cargaleiro morreu este domingo, 30 de junho, aos 97 anos.

Artista multifacetado, nasceu em 16 de março de 1927 em Chão das Servas, Vila Velha de Ródão.

Em 1946, ingressa na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que abandona, para se dedicar às

Artes Plásticas, iniciando-se como ceramista na Fábrica Sant'Anna.

Em 1949, ingressou na Escola Superior de Belas Artes.

Em 1954, foi professor na Escola de Artes Decorativas António Arroio, conhece Maria Helena Vieira da Silva

e Arpad Szènes e faz a primeira viagem a Paris.

Em 1957, fixa residência em Paris e no último quartel do século XX trabalha entre Paris, Lisboa e o Monte

da Caparica.

Mestre Cargaleiro deixou a sua assinatura em inúmeras peças geométricas e cromáticas. No que respeita a

cerâmica, trabalhou na Fábrica Viúva Lamego, em Sintra, e em Vietri sul Mare, em Itália. Executou painéis

cerâmicos no Jardim Municipal de Almada, nas fachadas da igreja de Moscavide e do Instituto Franco-

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