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I SÉRIE — NÚMERO 39

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«Na passada segunda-feira, dia 19 de agosto, faleceu José Miguel Trigoso, Presidente da Prevenção

Rodoviária Portuguesa.

José Miguel Trigoso foi Presidente da Prevenção Rodoviária Internacional entre 1999 e 2007, coordenador

técnico do plano nacional de segurança rodoviária e membro da Federação Europeia de Segurança Rodoviária.

Era, ainda, membro do Conselho Consultivo do Observatório do Automóvel Clube de Portugal.

Destacou-se nacional e internacionalmente como uma referência na área da segurança rodoviária, tendo

dedicado a sua vida a esta causa e contribuído para a preservação de milhares de vidas. Deixa um legado

incomensurável no combate à sinistralidade rodoviária.

A Assembleia da República expressa o seu profundo pesar pelo falecimento de José Miguel Trigoso e

endereça aos seus familiares, amigos e à Prevenção Rodoviária Portuguesa as mais sinceras condolências.»

O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, vamos votar a parte deliberativa do projeto de voto que acaba de ser

lido.

Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.

Prosseguimos com o Projeto de Voto n.º 275/XVI/1.ª (apresentado pelo L e subscrito por uma Deputada

do PS) — De pesar pelo falecimento de Edmundo Cruz.

Vou dar a palavra ao Sr. Secretário Gabriel Mithá Ribeiro para ler o projeto de voto.

O Sr. Secretário (Gabriel Mithá Ribeiro): — Sr. Presidente, o projeto de voto é do seguinte teor:

«O pintor português Edmundo Cruz, cuja obra ficou marcada pelas pinturas de paisagens e ofícios rurais,

faleceu no passado dia 21 de agosto de 2024, com 96 anos, em Sintra.

Edmundo Cruz, que começou por ser engenheiro e maquinista naval, foi um excelente artista e o inventor da

máquina de estampagem de tecidos em ambos os lados, na vertical. Foi na antiga Rodésia, enquanto geria uma

empresa de tecidos, que iniciou um percurso artístico de reconhecido mérito e repleto de prémios.

O artista, inspirado pelas paisagens de Sintra e do Alentejo, pela ruralidade, a pesca e a vida marítima, foi e

será sempre uma referência para a cultura e a arte portuguesas. Aos 96 anos, o pintor e inventor deixa o seu

atelier em Sintra, onde regularmente recebia amigos, artistas e apreciadores de arte e transmitia a sua alegre

vivacidade e atenção ao mundo que o rodeava.

Atualmente, a sua obra integra coleções privadas e públicas nos Estados Unidos da América, Brasil, Bélgica,

Canadá, Holanda e Itália.

Assim, a Assembleia da República expressa o seu profundo pesar pelo falecimento de Edmundo Cruz,

reconhecido e admirado artista plástico português, e endereça aos seus familiares e amigos as mais sinceras

condolências.»

O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, vamos votar a parte deliberativa do projeto de voto que acaba de ser

lido.

Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.

Seguimos, agora, com o Projeto de Voto n.º 296/XVI/1.ª (apresentado pelo PS) — De pesar pela morte de

Augusto M. Seabra.

Para proceder à sua leitura, tem a palavra a Sr.ª Secretária Joana Lima.

A Sr.ª Secretária (Joana Lima): — Sr. Presidente, o projeto de voto é do seguinte teor:

«Faleceu no dia 5 de setembro, aos 69 anos, o crítico cultural e programador Augusto M. Seabra. Autor de

uma vasta obra enquanto cronista e comentador, escreveu regularmente para os principais jornais nacionais e

internacionais, tendo sido, enquanto apaixonado pelo cinema, pela música e pelo teatro, programador e júri de

diversos festivais nacionais e internacionais, como Cannes ou San Sebastián.

Licenciado em Sociologia pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresas, Augusto M. Seabra

iniciou a sua carreira em 1977 na crítica musical, expandindo o seu trabalho para o cinema, colaborando em

jornais como A Luta, o Expresso, o Diário de Notícias e o Já, sendo, ainda, um dos fundadores do jornal Público.

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