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26 DE SETEMBRO DE 2024

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Para o efeito, tem a palavra o Sr. Deputado Bernardo Blanco, da IL, que dispõe de 1 minuto e 41 segundos.

Faça favor, Sr. Deputado.

O Sr. Bernardo Blanco (IL): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Falámos muito da Iniciativa Liberal e pouco do Estado.

O Sr. Rui Tavares (L): — Porque será?!

O Sr. Bernardo Blanco (IL): — Então, vamos lá: temos um Estado obeso que falha no essencial. O Estado está em matadouros, hostels, barcos, aviões, e até em óleos de massagens. Temos o Estado em centenas de

empresas, e o povo é que paga.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Não fales no povo!

O Sr. Bernardo Blanco (IL): — Hoje, temos um recorde de cargos diretivos e políticos e também de assessores. Quantos? Mais de 26 000. Um aumento de 40 % em 10 anos, e o povo é que paga.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Lá está ele a falar no povo!

O Sr. Bernardo Blanco (IL): — O Estado duplicou a administração consultiva, desde 1996. Entre fundações, institutos, comissões, estruturas de missão, todos os nomes que quiserem inventar, são mais de 400, e o povo

é que paga.

O Estado, via IGF (Inspeção-Geral de Finanças), realizou uma auditoria a 20 mil milhões de euros de

dinheiros públicos, e mais de 10 % tinham irregularidades ou estavam mal aplicados. E o povo é que paga!

O Estado tem hoje mais de 750 000 funcionários públicos, um aumento de 15 % face aos últimos 10 anos. E

os serviços estão melhor? Não, muitos até estão pior, e o povo é que paga.

E, sim, o exemplo da saúde talvez seja o melhor: o orçamento para a saúde aumentou 60 % em 10 anos,

mas a saúde continua um caos. Porquê? Porque nem sempre atirar dinheiro para cima dos problemas funciona;

na maioria das vezes, o dinheiro desaparece e o problema continua.

Numa altura em que se cobram recordes de impostos, o Estado não tem um problema de falta de dinheiro,

o Estado tem um problema de falta de gestão.

O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — Muito bem!

O Sr. Bernardo Blanco (IL): — A verdade é que há Estado a mais e gestão a menos. É possível não ser sempre o povo a pagar e ser o Estado, por uma vez, a olhar para si e começar a cortar.

Aplausos da IL.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — A IL a falar no povo!…

O Sr. Presidente (Diogo Pacheco de Amorim): — Terminamos assim o segundo ponto da ordem do dia. Entramos agora no ponto três, com a discussão, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 855/XV/1.ª (Cidadãos)

— Alargamento da licença parental inicial.

Está presente nas galerias uma delegação do movimento de cidadãos que apresenta este projeto de lei,

aliás, acompanhada por inúmeras crianças, como os Srs. Deputados podem ver. Peço um aplauso para estes

cidadãos.

A Câmara aplaudiu, com Deputados de pé.

Por arrastamento, serão discutidos em conjunto os Projetos de Lei n.os 248/XVI/1.ª (L) — Alarga os períodos

de gozo da licença parental inicial, da licença parental exclusiva do pai, da licença parental em caso de

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