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I SÉRIE — NÚMERO 41

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Não se trata de pedir favores, mas de reconhecer e defender o direito natural de qualquer pai ou mãe a estar

presente na vida dos seus filhos. É isto que o nosso partido propõe: um futuro em que as famílias são fortalecidas

e não sacrificadas em nome de uma economia desumana. Confiamos nos valores que construíram esta Nação

e neles baseamos a nossa proposta.

Aplausos do CH.

O Sr. Presidente: — Aproveito para dar a conhecer à Câmara que, na Galeria III, está presente um conjunto

de 30 pessoas — provedores de justiça, presidentes das comissões nacionais de direitos humanos e também

membros das respetivas delegações, no âmbito da CPLP — que estão em Portugal no âmbito das

comemorações dos 50 anos da Provedoria de Justiça.

Aplausos gerais, de pé.

Vamos, então, continuar.

Para a apresentação dos Projetos de Lei n.os 251 e 252/XVI/1.ª, do Livre, dou a palavra à Sr.ª Deputada

Isabel Mendes Lopes, que dispõe de 4 minutos.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — E o Rui Tavares? Não fala hoje? E o Muacho, onde anda?

O Sr. Jorge Pinto (L): — Ainda vou imprimir um póster para oferecer!

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Tens uma coisa boa: o apelido!

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — São primos?!

O Sr. Pedro Pinto (CH): — É o meu primo do Porto!

A Sr.ª Isabel Mendes Lopes (L): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, Caros Cidadãos nas galerias:

Ontem, discutimos aqui a importância do alargamento da licença parental e como os primeiros anos de vida de

uma criança são essenciais para o seu desenvolvimento — o carinho que recebe, o colo que tem, os estímulos

que vai tendo.

Como ontem disse, é preciso uma aldeia para criar uma criança, e todos nós somos essa aldeia global. E,

se é preciso dar todas as condições às famílias para estarem com as suas crianças, é também preciso garantir

o acesso a uma educação de qualidade ao longo de todo o seu percurso.

É disso que hoje aqui falamos, de uma das etapas mais cruciais para a educação das nossas crianças.

Sabemos hoje que o número de palavras que ouve um bebé, os estímulos que recebe, o contacto que tem com

diferentes experiências, tudo isso condiciona o desenvolvimento de cada pessoa, e que a educação na primeira

infância é determinante para a diminuição das desigualdades e para contrariar a perpetuação das desigualdades

geracionais.

Por isso é tão importante a existência de uma rede pública de creches, como existe uma rede pública de

jardins-de-infância, ou uma rede pública de escolas, mas não só. Também é preciso assumir que as creches

são educação, e, por isso, incluir a primeira infância na Lei de Bases do Sistema Educativo.

A Lei de Bases do Sistema Educativo diz que o sistema educativo começa aos 3 anos. Contudo, deixar os

primeiros 3 anos de fora vai contra todos os pareceres e recomendações.

O Conselho Nacional de Educação diz que poder frequentar a creche é um direito das crianças, além de ser

um apoio social importante para as famílias. E já em 2022 tivemos a oportunidade de debater aqui, no Plenário,

uma petição que deu entrada na Assembleia da República solicitando a inclusão da educação para a primeira

infância na Lei de Bases do Sistema Educativo.

O Livre acompanha e acompanhará sempre as propostas que pretendem incluir a universalidade da

educação pré-escolar no sistema educativo, para toda a gente, mitigando as desigualdades. E esta inclusão