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I SÉRIE — NÚMERO 51

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idadismo, uma discriminação inaceitável que rejeita e estigmatiza quem nos criou e apoiou a vida inteira e agora

precisa de nós.

Dizemos «sim», por isso, à discussão da carta dos direitos das pessoas idosas, ou da cidadania sénior, à

qual acrescentaremos também, obviamente, os nossos contributos na especialidade; dois documentos

pragmáticos que sistematizam bem os direitos que defendemos e os princípios que nos norteiam.

Aplausos do PS.

A Sr.ª Presidente (Teresa Morais): — Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Joana Cordeiro,

da Iniciativa Liberal.

A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Sr.ª Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Discutimos novamente os desafios

do envelhecimento, mas será que o que estamos a fazer vai realmente resolver os problemas dos nossos idosos

e ir ao encontro das suas expectativas?

Alguns dos projetos em discussão falam de direitos, e bem, mas esses direitos já existem, e os

Srs. Deputados sabem-no. Depois, falam de direitos que, afinal, são também deveres, retirando aos mais velhos

a liberdade de escolha sobre como querem viver a sua vida.

Na Iniciativa Liberal defendemos que cada pessoa adulta, seja mais nova ou mais velha, deve ter sempre o

direito de escolher como quer envelhecer, com dignidade, respeito e, acima de tudo, liberdade.

O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — Muito bem!

A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Srs. Deputados, propor e aprovar resoluções é fácil, mas do que os nossos

idosos precisam é de ações, não proclamações.

Vejamos, por exemplo, os internamentos sociais. Na sua maioria, temos idosos que, por falta de soluções

adequadas de apoio, ficam internados sem necessidades clínicas, a correr riscos e a ocupar camas de que

outros doentes precisam, o que acaba por custar mais ao Estado do que oferecer essas mesmas soluções.

Não resolveremos isto com cartas de direitos, que nós apoiamos, mas o mais importante direito é garantir

que qualquer cidadão pode escolher o seu caminho com dignidade, sendo apoiado sempre que precisar. É

assim que devemos encarar o envelhecimento.

Portanto, esse direito assegura-se com ações, com o fortalecimento da rede de apoio domiciliário, com mais

lares em condições, com respostas sociais dignas que respeitem a vontade e a individualidade de cada pessoa.

Sim, é preciso desburocratizar o licenciamento de equipamentos sociais e reforçar o financiamento das

unidades de cuidados continuados integrados, muitas delas geridas por misericórdias e não necessariamente

uma rede pública.

Sim, é essencial garantir o acesso de qualidade a cuidados de saúde e medicamentos a quem não os pode

pagar.

Estas são propostas que a Iniciativa Liberal defende porque fazem a diferença na vida das pessoas.

O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — Muito bem!

A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Mas, para que estas ações sejam possíveis, precisamos de um Estado social

forte, sustentado por um País que gere riqueza suficiente para o sustentar.

Se queremos cuidar melhor dos nossos idosos, temos de criar todas as condições para o crescimento da

nossa economia. Para já, com recursos limitados, devemos garantir que quem mais precisa é ajudado. Ajudar

todos pode ser uma ideia nobre, mas ajudar quem mais precisa deve ser a prioridade, pois só assim podemos

garantir que esse apoio é digno e eficaz. Quando o Estado quer ser tudo para todos, acaba por não ser nada

para ninguém.

Sr.as e Srs. Deputados, novamente, os problemas do envelhecimento não se resolvem com proclamações;

resolvem-se com ações. É isso que os nossos idosos merecem e é isso que esperam de nós.

Aplausos da IL e da Deputada do PSD Margarida Saavedra.

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