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I SÉRIE — NÚMERO 56

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O Sr. Primeiro-Ministro: — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, Sr. Deputado Paulo Raimundo, é um gosto voltar a vê-lo em ação no Parlamento e aproveito para lhe desejar as maiores felicidades do ponto de vista

pessoal e familiar.

Vozes do CH: — Oh!

O Sr. Primeiro-Ministro: — É verdade que esteve ausente um período, mas não trouxe novidades,…

Risos do PSD.

O Sr. André Ventura (CH): — Isso não é de agora!

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Há 50 anos que o PCP não traz novidades!

O Sr. Primeiro-Ministro: — … o que torna aqui os nossos debates, de facto, um pouco repetitivos. Mas, Sr. Deputado, não resisto a tentar dar-lhe argumentos para a reponderação da sua parte face àquilo

que foram as considerações que aqui teceu.

O Sr. Paulo Raimundo (PCP): — Então, traga lá uma novidade!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Olhe, em primeiro lugar, este Governo não está a ignorar o pulsar da vida dos trabalhadores, dos empregadores, das empresas portuguesas. Exemplo disso foi a celebração do acordo

tripartido para o qual colaboraram, é verdade, associações empresariais, mas também uma central sindical.

O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Não foi a CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional)!

O Sr. André Ventura (CH): — Claro!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Sei que o resultado é muitas vezes antecipável, porque uma das centrais sindicais não é conhecida por ter disponibilidade para subscrever nenhum acordo,…

O Sr. António Filipe (PCP): — Porque tem juízo!

O Sr. Primeiro-Ministro: — … mas deixe-me dizer-lhe que, no âmbito desse acordo para a melhoria dos rendimentos dos trabalhadores portugueses e da competitividade da nossa economia, está previsto, entre outras

coisas, a valorização do salário mínimo nacional: 870 € em 2025 e um objetivo de 1020 € em 2028;…

O Sr. Paulo Raimundo (PCP): — Daqui até lá…!

O Sr. Primeiro-Ministro: — … e um objetivo de 1890 € de salário médio para 2028 que ultrapassa, e muito, o objetivo que estava traçado no Programa do Governo.

Os prémios de produtividade a que aludiu são em benefício das pessoas, Sr. Deputado, não são em benefício

das empresas.

O Sr. Alfredo Maia (PCP): — Ah!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Com certeza que as empresas tirarão o resultado da capacidade de trabalho dos seus trabalhadores e da performance dessa capacidade de trabalho.

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