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2 DE NOVEMBRO DE 2024

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A Sr.ª Mariana Leitão (IL): — Muito bem!

Protestos do Deputado do L Rui Tavares.

O Sr. Rui Rocha (IL): — Sr. Primeiro-Ministro, só há uma oposição séria, responsável, reformista, que

acredita na iniciativa privada e numa sociedade civil forte. Há outras oposições, seguramente, mas umas são

estadistas e dirigistas, outras não são reformistas e outras não são sérias nem de confiança. Sr. Primeiro-

Ministro, continuo a prometer ao País, daqui, desta Assembleia, que a voz da reforma será sempre assegurada

pela Iniciativa Liberal.

Aplausos da IL.

O Sr. Presidente: — Aproveito para anunciar à Câmara que agora, da parte da tarde, estão a assistir aos

nossos trabalhos um grupo de 50 alunos e professores do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós, um grupo

de 54 alunos e professores do Agrupamento de Escolas de Castelo de Paiva e um grupo de 55 alunos e

professores da Universidade Autónoma de Lisboa.

Aplausos gerais.

Para uma intervenção, vou dar a palavra ao Sr. Deputado André Ventura, do Chega, que dispõe de

12 minutos e 30 segundos.

O Sr. André Ventura (CH): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: À hora a que chegamos ao encerramento do

debate deste Orçamento do Estado, há um dado que temos como certo e que o País conhece já. É uma nova

fase histórica que se inicia em Portugal e no contexto político em que estamos. Essa fase é conhecida de todos.

Não era esperada nas eleições de 10 de março, mas ficou muito clara nos últimos dias e nas últimas semanas.

Hoje, dentro de alguns minutos, nascerá um novo bloco central em Portugal, entre o PS e o PSD, para

aprovar o Orçamento do Estado.

Aplausos do CH.

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Tão previsível!

O Sr. André Ventura (CH): — Nascerá o novo bloco central dos aliados mais improváveis e insuspeitos há

uns meses, mas dos aliados mais prováveis há 50 anos, desde o 25 de Abril de 1974.

Aplausos do CH.

O Sr. Rui Tavares (L): — Não lhe passa, está-lhe entalado!

O Sr. André Ventura (CH): — Na verdade, como diriam os nossos pais, o sistema sempre se segurou a si

próprio, sempre se salvou a si próprio. E, no momento mais difícil para o sistema, nada como os dois grandes

partidos do sistema para se unirem e garantirem que o que sempre distribuíram entre si é agora acordado entre

si para distribuir pelas clientelas de sempre em Portugal.

Aplausos do CH.

Mas este Orçamento é também uma traição. É também uma traição.

Vozes do PSD: — Oh!…

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I SÉRIE — NÚMERO 57 126 O Sr. Marcus Santos (CH): — Muito bem!
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