I SÉRIE — NÚMERO 57
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Apesar da elevada incerteza internacional e dos riscos geopolíticos e económicos, a ação deste Governo
não deixará de se pautar pelo reformismo, pela aposta no crescimento e inovação, pela melhoria dos salários e
da qualidade dos serviços públicos.
Importa sublinhar que a margem disponível para estímulos orçamentais se encontra condicionada pela
necessidade imperiosa de manter as contas equilibradas e a dívida pública numa trajetória descendente, fatores
que são determinantes não só para reforçar a resiliência da economia portuguesa a choques adversos, mas
também para que a estratégia de crescimento seja robusta e sustentável.
Com o nosso programa e as nossas medidas, pretendemos impulsionar a produtividade e a competitividade
da economia portuguesa, aumentando o PIB (produto interno bruto) potencial, visando um crescimento
económico mais robusto, superior a 3 % no final da Legislatura.
Só uma economia com maior produtividade e mais competitiva pode gerar maior crescimento económico. Só
com mais crescimento económico é possível gerar a riqueza necessária para, de forma sustentada e prolongada
no tempo, ter melhores empregos, com maiores níveis de remuneração, e ter melhores recursos para promover
serviços públicos de qualidade e assegurar a função social do Estado.
Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, na ação do Governo destacam-se as medidas para melhorar os níveis
de produtividade da economia portuguesa e a sua competitividade. A redução da carga fiscal sobre as empresas,
bem como a redução dos custos de contexto, da burocracia e da morosidade dos licenciamentos são críticos
para atrair investimento.
As medidas de incentivo à dimensão, capitalização e internacionalização tornam as empresas mais
resilientes e competitivas no mercado global, mas é no capital humano que se joga muito do futuro de Portugal:
no IRS Jovem, agora alargado a todos os jovens, com um período de 10 anos e um maior benefício fiscal, o que
será um instrumento fundamental para reter e atrair mão de obra jovem, a que se somam as medidas na área
da habitação; na política migratória, procurando atrair mão de obra para setores tão diversos, mas tão
necessitados dessa mão de obra, como a agricultura, a indústria, a restauração e turismo, entre outros; no
regime de IFICI+ (incentivo fiscal à investigação científica e inovação), procurando atrair investimento com
empregos altamente qualificados.
Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, do ponto de vista orçamental, 2025 será o ano de arranque da reforma
das finanças públicas,…
O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Muito bem!
O Sr. Ministro de Estado e das Finanças: — … com a apresentação, no Parlamento, de uma profunda
revisão da Lei de Enquadramento Orçamental; com o acelerar dos investimentos na área da gestão e controlo
financeiro e orçamental; com a melhoria dos processos e procedimentos orçamentais; com a apresentação de
uma nova lei orgânica do Ministério das Finanças, dotando-o de estruturas mais ágeis, capacitadas e dotadas
dos recursos humanos e tecnológicos necessários a uma boa gestão financeira.
Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, em síntese, a oposição não consegue criticar um Orçamento do
Estado que mantém o equilíbrio orçamental ao mesmo tempo que melhora a vida das pessoas, reforça o Estado
social e os serviços públicos e contribui positivamente para a atividade das empresas.
Recuperar, reformar e relançar Portugal com responsabilidade é o modo de todo o trabalho desenvolvido até
aqui pelo Governo, e agora no Orçamento para 2025: recuperar o Estado, valorizando os seus profissionais,
reforçando as funções sociais e apostando numa imigração regulada e humanista; reformar o contexto
económico, com mais competitividade, inovação, empreendedorismo e sustentabilidade; relançar o contrato
social, reforçando rendimentos, investindo nas infraestruturas, na Administração Pública e na habitação, que é
um direito fundamental.
Este é um Orçamento capaz de resolver os problemas das pessoas. É um Orçamento que demonstra o
compromisso do Governo em estimular a economia, reforçar os rendimentos das famílias e dos jovens e
aumentar a eficiência dos serviços públicos.
A descida de impostos e o aumento do investimento na saúde, educação e habitação são pilares
fundamentais deste Orçamento, que procura equilibrar a justiça fiscal com a sustentabilidade das contas
públicas.