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I SÉRIE — NÚMERO 57

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O Sr. Marcus Santos (CH): — Muito bem!

O Sr. André Ventura (CH): — Ficou claro que há dois partidos que estão juntos: PS e PSD. Fica também

claro hoje, das cinzas deste acordo entre PS e PSD, que há uma única, e única, e única, alternativa: o Chega!

Aplausos do CH, de pé.

O Sr. Presidente: — Eu ouvi palavras como «miseráveis» e «escumalha» durante este debate.

Vozes do CH: — Foi do outro lado!

O Sr. Presidente: — Eu ouvi palavras como «miseráveis» e «escumalha», e vi linguagem gestual que não é

apropriada num debate democrático e que não faz parte das normas de urbanidade a que todos estamos sujeitos

pelo nosso código de ética.

Estão escolas a assistir, não me parece que seja sequer um bom exemplo de cidadania aquele que é dado

com esse tipo de linguagem. Por isso, apelo aos Srs. Deputados para que haja essa contenção em relação a

vocabulário inapropriado e que cumpram o nosso código de ética, que passa por tratar com urbanidade o nosso

adversário, e assim estaremos a prestigiar a Assembleia da República. O contrário não prestigia em nada a

Assembleia da República.

Aplausos de Deputados do PS.

O Sr. Presidente: — Vou dar a palavra ao Sr. Deputado Pedro Nuno Santos, do Partido Socialista, que para

a sua intervenção dispõe de 15 minutos.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Devia ter dito o nome! Foi o Deputado Miguel Santos!

O Sr. Silvério Regalado (PSD): — Vocês estão sempre a fazer o mesmo!

A Sr.ª Rita Matias (CH): — Alguém chamou «escumalha» ao líder do seu partido?!

O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, vai usar da palavra o Sr. Deputado Pedro Nuno Santos e tem de ter

as condições para o efeito.

Pausa.

Faça favor, Sr. Deputado.

O Sr. Pedro Nuno Santos (PS): — Sr. Presidente, Sr. Primeiro-Ministro, demais membros do Governo,

Sr.as e Srs. Deputados: Segurança, estabilidade e esperança. Todos nós procuramos segurança e estabilidade

nas nossas vidas e todos nós queremos sentir a esperança de concretizar os nossos sonhos. Porque vivemos

em comunidade e dependemos uns dos outros, nada disto pode ser alcançado individualmente, apenas em

comunidade e em cooperação conseguiremos viver em segurança, em estabilidade e ter esperança.

Portugal é a comunidade nacional a que pertencemos e nela partilhamos direitos e deveres, e o Estado é o

instrumento coletivo através do qual procuramos cumprir os nossos objetivos individuais, familiares e nacionais.

Vivemos num mundo instável, com uma guerra às portas da Europa e outra dentro da Europa. É um mundo

ameaçado pelas alterações climáticas e por catástrofes ambientais cada vez mais graves e frequentes; um

mundo marcado pela deslocalização da produção, pela transformação do emprego e pela ameaça aos sistemas

de proteção social.

Às adversidades deste mundo somam-se a instabilidade e a insegurança em que vivem muitos portugueses.

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