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2 DE NOVEMBRO DE 2024

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O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — Factos, factos!

A Sr.ª Marina Gonçalves (PS): — Está ali o Ministro!

O Sr. Bernardo Blanco (IL): — Evidentemente, esta regra foi só no papel, como muitas, porque, na verdade,

há mais 100 000 funcionários públicos nos últimos 10 anos. Foi uma regra só no papel. Houve um aumento de

15 %, e pergunto se na maioria dos serviços veem alguma melhoria de 15 %. Eu não vejo.

A Sr.ª Marina Gonçalves (PS): — Está ali o Ministro!

O Sr. Bernardo Blanco (IL): — Efetivamente, em algumas funções certamente faltarão pessoas, mas noutras

funções não faltarão pessoas, pelo contrário.

Por isso, o que lhe pergunto, Sr. Ministro — para agrado da Sr.ª Deputada Marina Gonçalves —, é se não

deve ser o próprio Governo, antes de falar às empresas sobre inovação e digitalização, a dar o exemplo e

começar por essa digitalização.

A Sr.ª Mariana Leitão (IL): — Muito bem!

O Sr. Bernardo Blanco (IL): — Por último, queria acabar recomendando um livro ao Partido Socialista

chamado Arrogância Fatal porque o Partido Socialista tem aqui uma ideia sobre a economia que é a seguinte:

«Vamos escolher os setores produtivos, vamos escolher, do alto da nossa arrogância, que sabemos tudo, quais

são os setores de atividade económica em que o Estado deve investir.»

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — É o PS!

O Sr. Bernardo Blanco (IL): — É o PS, é! É isso que estou a dizer.

Risos da Deputada da IL Mariana Leitão.

Por isso, recomendo mesmo que leiam esse livro, Arrogância Fatal. Não tenho fundos suficientes para

distribuir a todos os Deputados, mas acho sinceramente que, sobretudo, o Deputado Pedro Nuno Santos o deve

ler e enviar-lhe-ei uma cópia.

Aplausos da IL e do Deputado do PSD Hugo Soares.

Protestos do PS.

O Sr. Presidente: — Para um pedido de esclarecimento, tem a palavra o Sr. Deputado Gonçalo Lage, do

PSD. Tem 2 minutos. Faça favor.

O Sr. Gonçalo Lage (PSD): — Sr. Presidente, cumprimento-o a si, o Sr. Primeiro-Ministro, as Sr.as e os

Srs. Ministros, insiste-se que são poucas as empresas a pagar grande parte do IRC. Está mais que comprovado

que quem paga cerca de dois terços do IRC são as pequenas e médias empresas,…

O Sr. Hugo Soares (PSD): — Bem lembrado!

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Dois terços!

O Sr. Gonçalo Lage (PSD): — … e há, de facto, algumas que pagam uma fatia significativa apenas porque

são as maiores, as mais escrutinadas e, também, tipicamente as mais produtivas e as que pagam maiores

salários.

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