O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 57

82

O Sr. Presidente: — Sr. Ministro da Economia, tem a palavra para responder, dispondo de 3 minutos.

O Sr. Ministro da Economia: — Sr. Presidente, em versão telegráfica: IRC, primeiro ponto. Estamos a falar

de 270 000 empresas, e não são todas grandes empresas.

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Antes fossem!

O Sr. Ministro da Economia: — Antes fossem! Dessas 270 000 empresas, 250 000 têm um volume de

negócio abaixo de 2 milhões de euros. Antes tivessem mais!

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Isso! São 270 000!

O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Ora!

O Sr. Ministro da Economia: — Depois, faltam empresas a quem se aplique esta medida do IRC? Pois, é

justamente por isso que queremos baixá-lo, para haver mais empresas que paguem IRC, porque é sinal de que

há mais empresas competitivas.

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Isso!

O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Ora bem!

O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — Claro!

O Sr. Ministro da Economia: — Já agora, são essas empresas que pagam IRC que criam emprego, que

promovem a inovação, que alimentam a internacionalização.

Vozes do PSD: — Muito bem!

O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — E que pagam mais salários!

O Sr. Ministro da Economia: — Portanto, talvez seja bom ter bem consciência dessa matéria.

Em relação às perguntas sobre a proximidade às empresas, ó Sr. Deputado Pedro Pinto, eu tenho estado

muito no terreno. Não sei se tem o termómetro no terreno para o saber, mas tenho estado com centenas, senão

milhares, de empresas e associações — que, aliás, ouvimos para fazer o programa Acelerar a Economia —, em

simpósios, em seminários, em conferências com as empresas, em visitas às empresas.

Mais, quando não estou a visitá-las, é porque ando de pasta na mão, a recuperar a diplomacia económica

para trazer investimento externo, que é algo que se faz caso a caso, mercado a mercado, empresa a empresa,

e que se perdeu nestes anos.

Vozes do PSD: — Muito bem!

O Sr. Ministro da Economia: — Já agora: se não é execução, o que é que é o lançamento de 3,6 mil milhões

de euros numa linha do InvestEU para financiar as empresas? Isso é o quê? Estamos a falar de um regime, que

finalmente temos — como o IRA (Inflation Reduction Act) americano —, para incentivos a grandes projetos, de

1000 milhões de euros, em que podemos colocar os clusters. Não vou repetir-me, para preservar o tempo, mas

nós definimos quais são as prioridades.

Quanto à execução e operacionalização, deixe-me só referir o caso, por exemplo, da AICEP, uma vez que

falou de diplomacia económica. Em relação ao número de visitas a certames internacionais no estrangeiro, em

três meses, este conselho de administração fez oito. Sabe quantas é que fez o anterior no resto do tempo? Sete.

Nestes poucos 90 dias, fizeram 10 missões ao estrangeiro. Sabe quantas é que foram feitas pelo anterior? Sete.

Páginas Relacionadas
Página 0083:
2 DE NOVEMBRO DE 2024 83 E podíamos continuar: pela primeira vez apresentámos uma r
Pág.Página 83