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27 DE NOVEMBRO DE 2024

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O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — … através da ação do ex-Ministro Correia de Campos, que deixou um

legado que não têm de negar. Esse, em particular, foi bom! As parcerias público-privadas funcionaram na saúde

e os senhores são os pais dessa proposta!

Porque é que agora vão rejeitar esta proposta e votar ao lado da extrema-esquerda, da geringonça, onde se

colocaram nos últimos oito anos apenas por capricho ideológico, quando são os senhores os pais das parcerias

público-privadas? Que sentido faz isto?

No mínimo, uma abstenção!

A Sr.ª Rita Matias (CH): — É como a cultura woke! É a mesma coisa!

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — E o Partido Chega, que sempre defendeu as parcerias público-privadas,

eis que, neste caso concreto, permite que a geringonça obstaculize a criação das PPP em contexto de ULS. Ou

seja, é o Partido Chega a fazer de bengala à geringonça!

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — É verdade!

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Estão cada vez mais próximos da esquerda em matéria económica. É

este o grande contributo do Partido Chega para o País?

É que não estão a defraudar a Iniciativa Liberal, estão a defraudar os portugueses!

Protestos dos Deputados do CH Pedro Pinto e Rita Matias.

Porque isto é bom para os portugueses, e porquê? Porque olhamos para o plano de investimentos do setor

privado, por exemplo na Covilhã, e vemos que a CUF (Companhia União Fabril) vai investir 35 milhões de euros

num hospital de última geração, com o apoio da autarquia, com abertura em 2027. Porque olhamos para Leiria

e temos a CUF, a Luz Saúde, os Lusíadas, com dois novos hospitais, com hospitais com internamento médico-

cirúrgico de última geração.

Protestos do Deputado do L Paulo Muacho.

Estes operadores do setor privado estão a fazer aquilo que o Estado não fez nos últimos anos.

Protestos do Deputado do PCP António Filipe.

Isto é um dado adquirido, porque aquilo que o Estado construiu nos últimos oito anos foram zero hospitais

públicos, zero.

A Sr.ª Mariana Leitão (IL): — Muito bem! Zero!

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Das duas, uma: ou começamos a cooperar com o setor privado ou o que

vai acontecer é que o setor privado vai suplantar o setor público e este deixa de existir, que é o que tem

acontecido nos últimos oito anos.

A Sr.ª Mariana Leitão (IL): — Quem sofre é o povo!

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Ou cooperamos e colaboramos ou então estes investimentos, que são

feitos pelo setor privado e não pelo setor público, vão cada vez mais retirar recursos ao setor público, que deve

continuar a existir, com certeza que sim. E como? Em parceria com o setor privado e com o setor social.

Protestos do Deputado do L Paulo Muacho.

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